NASA Rover Descobre Rocha com 7 Novas Moléculas Orgânicas em Marte — a 'Coleção Mais Diversa' Já Vista
Análises recentíssimas do rover Curiosity revelam novos compostos que oferecem esperança sobre a vida no passado marciano.

Novos Avanços na Busca por Vida em Marte
Um achado extraordinário realizado pelo rover Curiosity da NASA revelou uma rocha em Marte que contém a mais diversa coleção de blocos de construção da vida já identificada no Planeta Vermelho, incluindo sete moléculas nunca antes encontradas no local. As análises intensivas confirmaram a presença de moléculas orgânicas, o que renova as esperanças de que Marte possa ter abrigado condições propícias para a vida em seu passado antigo.

A Análise da Rocha Mary Anning 3
Em 2020, o Curiosity descobriu e perfurou a rocha, atualmente renomeada para Mary Anning 3, em homenagem à famosa paleontóloga inglesa que destacou-se na descoberta de fósseis aquáticos. Assim como os ambientes aquáticos explorados por Anning, as moléculas marcianas foram encontradas em uma área que outrora era riquíssima em lagos e riachos, antes que a superfície de Marte se tornasse desértica bilhões de anos atrás.
De acordo com a NASA, essa área era um oásis que surgia e secava diversas vezes ao longo do passado planetário, enriquecendo o solo com minerais argilosos, conhecidos por sua capacidade de preservar compostos orgânicos, mesmo após bilhões de anos de exposição à radiação.

Carlos e Macromoléculas: Revelações Impactantes
Na análise do estudo, publicada na revista Nature Communications, constatou-se que o seu sistema de amostras incluiu 21 moléculas contendo carbono, junto com as sete inéditas. As novas moléculas incluem um heterociclo de nitrogênio, que é considerado um precursor para RNA e DNA, e também o benzotiofeno, que pode ter sido crucial para a introdução de química amiga da vida em planetas do sistema solar via meteoritos.
Os cientistas destacaram que essa descoberta reafirma a hipótese de que Marte antigo tinha a química necessária para suportar a vida. Enquanto isso, os mesmos órgãos de pesquisa também descobriram algumas das maiores moléculas orgânicas já identificadas em Marte no último ano, como hidrocarbonetos de cadeia longa.

O Futuro da Pesquisa em Marte
Curiosity, em sua jornada que se estende desde 2012, utilizou um instrumento sofisticado chamado Sample Analysis at Mars (SAM) para realizar as análises. O robô perfura as rochas e transforma em pó as amostras, que, em seguida, são aquecidas em um forno de alta temperatura para medir a composição dos gases resultantes.
Recentemente, as descobertas feitas com o uso de TMAH - um composto que quebra moléculas orgânicas - também foram verificadas na Terra, utilizando a famosa meteorito Murchison de 4 bilhões de anos que apresenta moléculas orgânicas semelhantes, reforçando a relação dos compostos encontrados em Marte.
Com o futuro das operações do Curiosity avançando, novas descobertas ainda estão a caminho. A última amostra de TMAH foi utilizada para investigar estruturas geológicas conhecidas como ridges em forma de teia, que tiveram origem na antiga água subterrânea, sem dúvida estimulando mais investigações científicas que seguirão por uma possível vida em Marte.