Hegseth to Face Lawmakers for First Time Since Iran War Started
Secretário de Defesa lidará com questões críticas sobre a guerra e o estoque militar.

Uma Audiência Crucial
O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, dirigiu-se ao Capitólio nesta quarta-feira para uma audiência formalmente marcada como uma rotina para discutir o pedido orçamentário do Pentágono. No entanto, essa será a primeira aparição de Hegseth perante o Congresso desde o início da guerra no Irã, em fevereiro.

Essa audiência acontece a apenas dois dias de um prazo de 60 dias para encerrar as hostilidades, gerando um aumento nas perguntas sobre a forma como o Pentágono está esgotando os estoques de armas. O Congresso está particularmente preocupado com a recente demissão de oficiais seniores de defesa sem explicações públicas.
Questões Sensíveis no Centro da Discussão
As perguntas sobre as civis vítimas na guerra do Irã, a preparação dos EUA para ataques de retaliação e a justificativa estratégica mais ampla para o conflito estão na agenda. Isso foi relatado por múltiplos assistentes do Congresso que detalharam a natureza das perguntas que Hegseth provavelmente enfrentará nesta audiência.

Hegseth irá testemunhar perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara e, posteriormente, no Senado, acompanhado pelo General Dan Caine, presidente do Estado Maior Conjunto. Embora Hegseth tenha feito aparições públicas desde o início do conflito, ele restringiu sua interação a repórteres vistos como simpáticos à administração.
Propostas Orçamentárias
A audiência desta semana foca no pedido do governo para $1,5 trilhões em gastos militares, que representa o maior montante na história do Pentágono e um aumento de 50% em relação aos níveis atuais. Isso inclui um triplo aumento no investimento em drones e tecnologias relacionadas para mais de $74 bilhões, além de mais de $30 bilhões direcionados para a aquisição de munições.

O pedido orçamentário foi elaborado meses atrás e não contabiliza os gastos da guerra no Irã, levantando questões sobre a necessidade de financiamento adicional para cobrir os custos militares e o alto consumo de munições, com mais de 13.000 alvos atingidos desde fevereiro.
Preocupações com os Estoques de Munição
Especialistas em defesa têm apontado preocupações sobre as limitações dos estoques mesmo antes da guerra do Irã. Alguns prevêem que, caso um conflito com a China ocorra, os EUA podem esgotar seus estoques de mísseis de longo alcance nas primeiras semanas de combate.
No espaço de menos de dois meses de combate, os EUA utilizaram aproximadamente metade de certos mísseis e outras munições. O Coronel Reformado Mark Cancian, assessor sénior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), afirmou que a Operação Epic Fury “cria uma janela de vulnerabilidade” que pode durar perto de quatro anos, o tempo estimado para reabastecer os estoques.
Implicações Futuras
Pentágono reafirma que há munições suficientes para lidar com o Irã, mas a recuperação de armamento para conflitos futuros com a China se apresenta como um risco significativo. Hegseth, ao enfrentar o Congresso, deverá responder a estas preocupações críticas e apresentar um caminho claro para o futuro do poder militar dos EUA.