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Uma Nova Abordagem em Vacinação Contra o Câncer Gera Células T Mais Poderosas

Pesquisadores do MIT Revolucionam o Potencial dos Imunizantes com Novo Adjuvante Baseado em mRNA

Uma Nova Abordagem em Vacinação Contra o Câncer Gera Células T Mais Poderosas

Inovação para Amplificar Respostas Imunológicas

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma nova maneira de amplificar a resposta das células T a vacinas de mRNA, uma conquista que promete vacinas contra o câncer muito mais eficazes e uma proteção robusta contra doenças infecciosas. Este avanço pode levar a uma revolução na forma como as vacinas são administradas e como o sistema imunológico responde.

Pesquisadores do MIT inovações em vacinação

A maioria das vacinas ativa tanto anticorpos quanto células T que podem atacar o antígeno da vacina ao ativar células apresentadoras de antígenos, como as células dendríticas. Neste estudo, os pesquisadores conseguiram aumentar a resposta das células T utilizando um novo tipo de adjuvante vacinal, que consiste em moléculas de mRNA codificando genes que ativam vias de sinalização imunológica, promovendo uma resposta superpotente das células T.

Resultados Promissores em Modelos Animais

Em estudos com camundongos, esse adjuvante codificado em mRNA permitiu que o sistema imunológico eliminasse completamente a maioria dos tumores, seja isoladamente ou em combinação com um antígeno tumoral. O adjuvante também impulsionou a resposta das células T a vacinas contra influenza e Covid-19.

Resultados da pesquisa em modelos animais

O professor Daniel Anderson, membro do Departamento de Engenharia Química do MIT, destaca que, ao incluir esses mRNAs adjuvantes nas vacinas, o número de células T direcionadas ao antígeno foi substancialmente aumentado. Essas células T desempenham um papel crucial na respiração imunológica, ajudando a eliminar células infectadas pelo vírus ou, no caso do câncer, a eliminar células cancerosas.

Uma Abordagem Semanas

A equipe do MIT-MGH buscou uma forma de poder aumentar essas respostas imunológicas. Para tanto, ao invés de usar moléculas imunostimuladoras denominadas citocinas, escolheram entregar fios de mRNA que codificam dois genes, IRF8 e NIK. Estes estão envolvidos na apresentação de antígenos e podem ativar as células imunológicas de uma maneira mais controlada.

Abordagem de mRNA na vacinação

A entrega desses mRNAs foi realizada através de nanopartículas lipídicas, similares às utilizadas nas vacinas de mRNA contra a Covid-19. Essas nanopartículas ajudam na entrega eficiente das mensagens genéticas ao baço, onde as células apresentadoras de antígenos são ativadas.

Após alguns dias, a população de células T aumenta significativamente, permitindo que essas células e outras, como as células assassinas naturais (NK), reconheçam e ataquem os tumores.

Implicações Futuras e Aprimoramentos das Terapias Imunológicas

Os pesquisadores também testaram os mRNAs remodeladores do sistema imunológico em vários modelos de câncer, incluindo cânceres agressivos, como o de bexiga e o melanoma. Em quase todos os testes, a injeção do mRNA não apenas estimulou uma forte resposta das células T, mas, em muitos casos, levou à erradicação total dos tumores, mesmo na ausência de vacinas específicas para antígenos de câncer.

O adjuvante baseado em mRNA também aprimorou a resposta a medicamentos de imunoterapia conhecidos como inibidores de checkpoint. Esses medicamentos são aprovados pelo FDA, mas muitas vezes não funcionam para todos os pacientes. A combinação desses inibidores com o adjuvante de vacina de mRNA poderia potencialmente aumentar sua eficácia.

Perspectivas Finais

Conforme os pesquisadores avançam no desenvolvimento dessas novas vacinas, a expectativa é que elas revolucionem a forma de tratar o câncer e outras doenças, oferecendo esperança a milhões de pessoas. O conceito de reprogramação das células imunológicas a partir de dentro, visando o maquinário de sinalização interna, representa uma nova era na terapia imunológica.

Escrito por Equipe Portal CTMC