A Revolução do Aço: Da MIT para as Pistas de Corrida
Como o aço de alto desempenho desenvolvido no MIT está transformando as corridas de Fórmula Um e Baja 1000, e agora é fundamental para o carro de corrida da equipe de estudantes do MIT Motorsports

Uma Alta Performance que Faz História
Um aço de alto desempenho com origens no MIT chegou a um novo patamar de reconhecimento. Depois de demonstrar seu valor nas corridas de Fórmula Um e no Baja 1000, este material desenvolvido por computação agora foi incorporado no carro de corrida elétrico de 2026, construído pela equipe de estudantes do MIT Motorsports.
O carro do MIT está programado para competir contra carros de outras universidades na competição Formula SAE Electric em junho de 2026.

A Evolução do Design de Materiais Computacionais
O professor Gregory B. Olson, do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais do MIT, fundou o MIT Steel Research Group (SRG) em 1985 com o objetivo de utilizar computadores para acelerar a busca por novos materiais, explorando bancos de dados das propriedades fundamentais desses materiais. Este foi o início de um novo campo - o design de materiais computacionais - que eventualmente levaria à Materials Genome Initiative, um programa nacional anunciado pelo presidente Barack Obama em 2011.
Dada a época, “ninguém sabia se realmente poderíamos fazer isso,” afirma Olson. A equipe conseguiu demonstrar que a abordagem funcionava; e, por volta de 1990, o Army Research Office financiou um projeto do SRG voltado para o desenvolvimento de aços de alto desempenho para as engrenagens de helicópteros.

Do Voo para o Asfalto
Esse trabalho atraiu a atenção dos produtores do documentário Infinite Voyage, que levou Olson a discutir suas paixões não só pelos aços para helicópteros, mas também por carros de corrida. Assim, começou uma colaboração com a equipe de corrida Newman/Haas, que contava com os pilotos Michael e Mario Andretti.
Olson e sua equipe projetaram um novo aço para engrenagens que poderia suportar as condições extremas associadas às corridas. “A dureza superficial era a mesma de um aço convencional, mas introduzimos as propriedades centrais de um aço de armadura,” explica Olson. O aço resultante, conhecido como Ferrium C61, foi comercializado pela QuesTek Innovations, a empresa de design de materiais cofundada por Olson.
Impacto nas Corridas Off-Road e Fórmula Um
Embora o Ferrium C61 não tenha sido originalmente utilizado nos carros da Newman/Haas, a QuesTek direcionou seus esforços para os pilotos do Baja 1000, onde as engrenagens feitas com aço convencional frequentemente falhavam. “Mudamos a durabilidade das engrenagens de ponto seis para seis corridas,” relata Olson, demonstrando uma melhoria colossal no desempenho.
O Sucesso com a Red Bull Racing
A QuesTek levou esses dados ao discutir o C61 com diferentes equipes da Fórmula Um, e foi assim que a Red Bull Racing adotou o aço. “O principal fracasso mecânico nas corridas de Fórmula Um são as falhas de câmbio,