Democracies at Risk: The Clean Water Crisis of the 21st Century
Exploring the Challenges of Safe Drinking Water Access in Democratic Nations

O Desafio da Água Potável
Atualmente, cerca de 2 bilhões de pessoas - quase um quarto da população mundial - carecem de acesso regular a água potável. Anualmente, cerca de 800.000 mortes estão associadas a doenças decorrentes de água insalubre. O acesso à água potável é um problema fundamental para o desenvolvimento humano e econômico, destacado nas Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU de 2015, que ressaltam a água potável como um objetivo global básico.
A Democracia e o Acesso à Água
A pesquisa anterior sugeria que as democracias, em comparação com outras formas de governo, tendem a ser mais bem-sucedidas na entrega de bens públicos, como é o caso da água. Isso se deve, em grande parte, a medidas de responsabilidade, como eleições, maior transparência e liberdade na sociedade civil.
No entanto, um novo estudo liderado por um professor do MIT revela que essa dinâmica se tornou mais complexa no século XXI. Enquanto as democracias estão ligeiramente à frente das não-democracias em termos de fornecer pelo menos alguma água, estão ficando para trás quando se trata de garantir que a água seja segura e limpa.

Resultando em Novas Descobertas
“Entre os países de baixa e média renda, que não se saíram bem economicamente, encontramos que não há uma grande diferença entre democracias e não-democracias na provisão do que chamamos de água potável básica”, afirma Evan Lieberman, cientista político do MIT e coautor do estudo. “Mas para água potável segura, descobrimos, surpreendentemente, que os países democráticos estavam se tornando menos eficazes em estender o acesso.”
O estudo analisou dados de água potável registrados pelo Programa Conjunto de Monitoramento da OMS/UNICEF, que fornece informações sobre a disponibilidade básica de água e a definição de água potável segura.
Fatores Contribuintes
Um aspecto interessante levantado pelo estudo é a questão da visibilidade. Democracias tendem a ser mais eficazes em entregar bens públicos visíveis. No entanto, a diferença entre água segura e não segura pode não ser óbvia, o que faz com que os oficiais públicos não sejam tão responsivos.

Rumo ao Futuro
O estudo conclui que, entre 2000 e 2024, a maioria dos países teve ganhos no acesso à água potável segura, mas os países democráticos têm sido menos bem-sucedidos do que seus homólogos não democráticos nesse aspecto. O que é pior, a diferença entre as duas formas de governo parece estar aumentando com o tempo.
Lieberman sugere que a visibilidade está intimamente relacionada com a capacidade de os políticos inovarem na entrega de bens públicos, onde a água potável frequentemente é tratada com menor urgência do que a infraestrutura de fornecimento de água. Assim, os problemas de gestão e vigilância tornam-se mais complicados para garantir que a água seja realmente segura para consumo.
Considerações Finais
“Dado o que encontramos, está claro que os incentivos atualmente não estão alinhados para avançar no acesso à água segura em todas as democracias”, afirma Lieberman. Isso abre espaço para que cidadãos, ONGs e governos criem incentivos que deem prioridade à água potável segura.

A pesquisa de Lieberman é fundamental para entender como a democracia pode ser um caminho viável para o desenvolvimento com dignidade, significando crescimento econômico acompanhado de liberdades e tratamento igual sob a lei.