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A Sutil Impressão: Romanos e Vikings na Genética Britânica

Estudo revela que, apesar de ocupações prolongadas, suas marcas genéticas são mínimas, enquanto os Anglo-Saxões deixaram uma influência duradoura.

A Sutil Impressão: Romanos e Vikings na Genética Britânica

Impacto Genético Limitado dos Romanos

Apesar de quase 400 anos de domínio, a ocupação romana da Grã-Bretanha deixou uma marca genética surpreendentemente pequena na população britânica. Um estudo recente de DNA antigo, compartilhado na plataforma bioRxiv, revela que a herança genética dos romanos representa apenas cerca de 20% do perfil genético das pessoas enterradas na Inglaterra durante a era romana.

Os Romanos e sua Cultura

Entre A.D. 43 e 410, a presença romana estabeleceu bases culturais significativas, como a cidade de Bath, mas não conseguiu misturar geneticamente a população britânica de forma substancial. A maioria da população nativa parece ter se adaptado aos modos de vida romanos, mas a inter-relação genética foi relativamente baixa se comparada aos períodos que se seguiram, em particular a era anglo-saxônica.

O arqueólogo Duncan Sayer observa que os resultados do estudo confirmam investigações anteriores sobre a migração germânica para a Grã-Bretanha, onde a DNA 'germânica' representou impressionantes 70% do perfil genético na era anglo-saxônica.

A Interacção Limitada com os Vikings

Da mesma forma, a ocupação viking parece ter deixado poucos vestígios genéticos na Inglaterra, com apenas 4% das amostras de indivíduos enterrados mostrando ascendência escandinava da Idade do Ferro. Isso sugere que a influência cultural dos vikings pode ter sido mais significativa que a presença genética.

Análises Críticas e Dúvidas Sobre a Amostra

A nova pesquisa analisou o DNA de 1.039 indivíduos, mas a meação de sepultamentos da era romana foi de apenas cerca de 200. Muitos arqueólogos, como James Gerrard, levantam preocupações sobre a representatividade da amostra, argumentando que as práticas de intercasamento podem ter variado significativamente entre ambientes urbanos e rurais.

Além disso, a grande concentração de presença romana no norte e no leste da Inglaterra pode ter distorcido a percepção de sua verdadeira influência genética.

Cultura e Patrilinearidade

Os romanos trouxeram não apenas sua cultura, mas também mudanças significativas nas práticas funerárias, substituindo tradições matrilineares por métodos patrilineares, onde os homens passaram a ser considerados os chefes da família.

Conclusão

O estudo destaca a complexidade da história genética da Grã-Bretanha, onde as influências culturais e sociais dos romanos e vikings podem ter sido mais profundas que suas marcas genéticas. Enquanto o legado romano é visível nas estruturas urbanas e práticas culturais, a verdadeira mistura genética parece ter se intensificado com a chegada dos anglo-saxões, que deixaram uma influência duradoura no tecido genético da população britânica.

Escrito por Equipe Portal CTMC