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Pacemaker do Futuro: Estímulos Ultrasônicos para o Coração

A Revolução Não Invasiva na Estimulação Cardíaca

Pacemaker do Futuro: Estímulos Ultrasônicos para o Coração

Introdução ao Pacemaker Ultrasônico

Pesquisadores do MIT desenvolveram um pacemaker não invasivo que utiliza ultrassom para estimular o coração, oferecendo uma alternativa cirúrgica às implantações cardíacas tradicionais. Este inovador dispositivo é projetado como um pequeno adesivo que pode ser utilizado no peito do paciente.

Como Funciona?

O dispositivo contém transdutores miniaturizados que enviam pulsos de ultrassom através do tórax para estimular o coração. As ondas ultrassônicas provocam a abertura de certos canais iônicos nas células cardíacas, um efeito amplificado por meio de engenharia genética. Quando os canais são ativados, o cálcio entra nas células cardíacas, sinalizando-as para contrair e pulsar.

Em experimentos de laboratório, os pesquisadores aplicaram pulsos de ultrassom em células cardíacas humanas e conseguiram manter as contrações saudáveis dessas células. Testes em ratos mostraram que o adesivo corrigiu rapidamente e de forma segura arritmias, restaurando contrações cardíacas regulares.

O Protótipo do Pacemaker

A equipe criou um protótipo do adesivo de ultrassom, que é do tamanho de um selo postal, juntamente com um dispositivo portátil que contém baterias e eletrônicos associados. Esse adesivo combina a capacidade de monitorar e regular a atividade cardíaca com a imagem profunda de órgãos, em uma abordagem integrada.

“Acreditamos que um dia você poderá ter adesivos no corpo que poderiam realizar imagens profundas e também estimular de forma terapêutica, tudo de forma não invasiva e em um sistema de feedback fechado”, afirma o professor Xuanhe Zhao, do MIT.

O Impacto Potencial

Atualmente, cerca de 3 milhões de adultos nos Estados Unidos vivem com pacemakers. Embora esses dispositivos sejam eficazes e seguros, eles são invasivos e entram em contato direto com o coração. O co-autor do estudo, Gengxi Lu, destaca: "Pacemakers são essenciais e salvaram milhões de vidas, mas o sonho por muitos anos tem sido a estimulação cardíaca não invasiva usando ultrassom."

O ultrassom, que envolve uma gama de ondas acústicas que penetram de forma segura no corpo, pode ser direcionado para estimular efeitos terapêuticos, como aqueles explorados para o tratamento de doenças neurológicas.

Sonogenética: A Nova Fronteira

Os pesquisadores aplicaram um conceito novo chamado sonogenética, que visa aumentar a sensibilidade de células cardíacas ao ultrassom. Ao extrair células cardíacas de células-tronco embrionárias e aplicar alterações genéticas, eles conseguiram desenvolver canais iônicos que se abrem mais prontamente em resposta às ondas ultrassônicas.

"Esses canais agora podem 'ouvir' melhor o ultrassom e abrir para deixar o cálcio entrar, ativando as células e fazendo-as bater de forma sincronizada", explica Chen Gong, autor principal do estudo.

O Futuro do Tratamento Cardíaco

Em aplicações clínicas do pacemaker ultrassônico, o plano é que um paciente receba uma injeção única, semelhante a uma vacina, que aumente a sensibilidade das células cardíacas aos pulsos ultrassônicos do pacemaker. Essa injeção representa uma forma de terapia gênica, atualmente aprovada pela FDA para tratar certas condições hereditárias.

"Acreditamos que isso poderia ser traduzido clinicamente como uma forma de terapia gênica que permitiria pacemakers não invasivos", diz Gong.

Por meio dessa inovação, o MIT se posiciona à frente de uma revolução na forma como tratamos doenças cardíacas, potencialmente salvando vidas e oferecendo um tratamento menos arriscado aos pacientes.

Escrito por Equipe Portal CTMC