Google promete devolver mais água do que consome em data centers até 2030
Compromisso revolucionário promete impactar positivamente o meio ambiente e redefinir práticas na indústria de tecnologia

Inovação e Sustentabilidade
Na vanguarda da tecnologia, o Google anunciou um plano audacioso para mitigar o impacto ambiental associado aos seus data centers. A empresa anunciou, em 3 de outubro de 2023, que irá repor mais água do que consome até 2030 nos Estados Unidos, especialmente no resfriamento de instalações que utilizam inteligência artificial. Este compromisso é uma parte central do esforço contínuo da empresa para promover a sustentabilidade e a gestão eficaz da água.
Estratégias a Longo Prazo
O plano do Google está estruturado em cinco etapas distintas, com a primeira sendo a mais ambiciosa. Isso requer um investimento robusto de US$ 17 milhões (aproximadamente R$ 86,1 milhões) para a implementação de projetos focados na gestão da água nas regiões onde os data centers estão localizados, além das bacias hidrográficas circunvizinhas. A experiência do Google em inovação e desenvolvimento sustentável será fundamental nesse processo.
Além da reposição de água, outras etapas da proposta incluem:
- Apoio à modernização dos sistemas de abastecimento e tratamento de água nas comunidades locais;
- Projetos para aprimorar o abastecimento de água e detectar vazamentos em tubulações;
- Uma análise detalhada das bacias hidrográficas antes da construção de novos data centers.
“Se o uso de água representar risco ao meio ambiente ou ao abastecimento local, consideraremos alternativas como resfriamento a ar ou com água de reuso”, declarou a empresa em comunicado.
A Complexidade do Resfriamento em Data Centers
Os data centers são estruturas complexas e operam ininterruptamente, exigindo um suporte de energia robusto. A operação contínua permite que milhões de usuários acessem serviços essenciais, mas representa também um desafio em termos de consumo energético e requisitos de resfriamento.
O treinamento de modelos de inteligência artificial, como os desenvolvidos pelo Google, demanda um volume maciço de dados que, por sua vez, exige chips de processamento mais modernos e, consequentemente, maior energia, resultando em temperaturas elevadas nos servidores.
Simplesmente gerir essas temperaturas requer inovações em sistemas de refrigeração, com o uso de água ou óleo, visto que os data centers de nuvem, que consomem menos energia, podem ser refrigerados a ar.
Dados de estudos indicam que fazer 50 perguntas ao ChatGPT pode levar ao consumo de meio litro de água, evidenciando a importância de práticas sustentáveis na operação desses centros.
A Realidade dos Data Centers no Brasil
Atualmente, o Brasil abriga cerca de 180 data centers operacionais, com quatro projetos relacionados à inteligência artificial já em desenvolvimento. Esses novos centros poderão alcançar um consumo energético equivalente ao de 16,4 milhões de residências.
Essa realidade, combinada ao compromisso do Google com a sustentabilidade, pode servir como modelo para o futuro da indústria de tecnologia no Brasil e no mundo inteiro.