Ex-assistente de Epstein revela novos abusadores: celebridades e ex-prefeito da Flórida
Sarah Kellen faz revelações impactantes sobre sua experiência com abuso — ouça seu testemunho.

Novas alegações de abuso surgem a partir de uma testemunha-chave
No dia 21 de maio de 2026, Sarah Kellen, ex-assistente pessoal de Jeffrey Epstein, compareceu a uma audiência fechada do Comitê de Supervisão da Câmara, onde fez declarações alarmantes sobre seu tempo ao lado do financista condenado. Sua declaração incluiu acusações de abuso sexual não apenas por Epstein, mas também por outros indivíduos de seu círculo íntimo, incluindo o renomado cabeleireiro Frédéric Fekkai e o ex-prefeito de Miami Beach Philip Levine. Esta revelação provocou um pedido formal ao Departamento de Justiça dos EUA para investigar esses alegados abusadores.

O conteúdo das alegações de Kellen
Kellen, que passou mais de uma década servindo Epstein, ficou conhecida como uma das quatro mulheres mencionadas como potenciais co-conspiradoras na polêmica acordo de não persecução criminal de 2007 firmado com Epstein. O acordo lhe permitiu evitar acusações federais por supostos crimes sexuais envolvendo dezenas de garotas menores de idade. Durante seu testemunho, Kellen compartilhou que foi tratada como uma “criminal” por um governo federal que nunca buscou sua versão dos fatos.
“Apenas após Jeffrey confirmar que eu me submeteria ao seu abuso sexual foi que ele começou a me pagar”, disse Kellen ao comitê, sublinhando a complexidade de sua situação enquanto estava presa na rede de Epstein.
Pedir a investigação contra Fekkai e Levine
Após as revelações, o presidente do Comitê de Supervisão, James Comer, enviou uma carta ao DOJ solicitando uma investigação profunda e o uso de todas as ferramentas disponíveis, inclusive imunidade para certos testemunhas, para investigar Philip Levine e Frédéric Fekkai. As alegações feitas por Kellen geraram um novo interesse na forma como os casos envolvendo Epstein e seus associados foram tratados pela lei ao longo dos anos.

Implicações legais e a busca por justiça
Enquanto Kellen se apresenta como uma sobrevivente que busca justiça, muitos se perguntam por que ela nunca foi entrevistada por autoridades até a prisão de Epstein em julho de 2019. A convocação de Kellen e seu treinamento para silêncio durante anos levanta sérias questões sobre as falhas na investigação do governo e sobre o colete de conivência que pode ter sido tecido em torno de casos de alto perfil.
A situação de Kellen é complexa, e suas respostas foram cuidadosamente controladas por seus advogados, que a instruíram a não discutir outras vítimas ou o esquema de recrutamento de Epstein, focando apenas em sua própria experiência de vitimização.
A luta contínua pela verdade e pela reconciliação
À medida que o passado de Kellen e suas alegações continuam a ganhar atenção nacional, sua história ecoa entre outras vítimas que também enfrentaram as consequências traumáticas das ações de Epstein. A determinação de Kellen em compartilhar sua história destaca a necessidade urgente de diálogo sobre como as vítimas de abuso sexual muitas vezes são silenciadas e marginalizadas por sistemas que deveriam protegê-las.

Conclusão
As alegações feitas por Sarah Kellen ilustra não apenas a complexidade de sua situação, mas também as repercussões mais amplas em nossa sociedade ao lidarmos com questões de violência sexual e a responsabilização de figuras proeminentes. O clamor por justiça continua, e novas investigações poderão abrir portas para mais vozes de vítimas serem ouvidas e respeitadas.