Myriam Heiman Named Director of The Picower Institute for Learning and Memory
Uma nova era de liderança na pesquisa sobre neurociência e memória começa com a nomeação de Heiman.

Uma nova líder em neurociência
Myriam Heiman, atual Professora John e Dorothy Wilson de Neurociência no MIT, foi escolhida para ser a próxima diretora do Instituto Picower para Aprendizado e Memória, a partir de 1º de julho. Ela substitui a Professora Picower Li-Huei Tsai, que liderou o instituto por 16 anos.

Um foco em doenças neurodegenerativas
Heiman, uma neurobiologista molecular e geneticista, tem se dedicado ao estudo de doenças neurodegenerativas que afetam os gânglios basais do cérebro, como a doença de Huntington e a doença de Parkinson. Utilizando técnicas de ponta, como a genômica de célula única e a técnica transcriptômica conhecida como purificação por afinidade de ribossomos em tradução — a qual ela ajudou a desenvolver — Heiman busca compreender as mudanças moleculares que levam à morte celular em tais doenças.
“Myriam é uma cientista extraordinária, uma líder comprovada dentro do MIT e uma mentora generosa”, afirma Nergis Mavalvala, reitora da Escola de Ciências do MIT. “Estou certa de que ela será uma excelente líder no próximo capítulo do Instituto Picower.”
Uma comunidade de cientistas
O Instituto Picower abriga 16 laboratórios de neurociência que se dedicam a compreender os mecanismos que impulsionam o aprendizado e a memória e funções relacionadas como cognição, emoção, percepção, comportamento e consciência. Cientistas do instituto exploram o cérebro e o sistema nervoso em múltiplas escalas, desde genes e moléculas até células e sinapses, produzindo novos insights sobre como as interrupções nesses mecanismos podem levar a doenças desenvolvimentais, psiquiátricas ou neurodegenerativas.

Preparação e legado
Heiman se juntou ao Instituto Picower, ao Departamento de Ciências Cerebrais e Cognitivas (BCS) e ao Broad Institute de Harvard e MIT em 2011, após completar seu treinamento pós-doutoral na Universidade Rockefeller. Ela possui PhD pela Universidade Johns Hopkins e BA pela Universidade de Princeton.
“Desde que ingressou no instituto, a pesquisa de Heiman tem sido guiada pelo princípio de que o entendimento fundamental pode levar a avanços no combate às doenças”, afirma Tsai. O trabalho de Heiman revelou respostas imunes incorretas em neurônios e nas artérias cerebrais que contribuem para a progressão da doença de Huntington.
Desenvolvimentos futuros e compromisso com a educação
A pesquisa de Heiman também abrange uma gama de outras desordens neurodegenerativas e psiquiátricas, incluindo a ELA e demência frontotemporal. Em 2024, publicações conjuntas com Manolis Kellis mostraram a notável sobreposição entre essas doenças, apresentando alvos potenciais para terapias que podem ser aplicáveis a ambas as condições.
Seus esforços foram reconhecidos com diversos prêmios, incluindo o Prêmio de Pesquisa Transformadora dos Institutos Nacionais de Saúde em 2021. Heiman também é dedicada ao ensino e à mentoria, recebendo prêmios de excelência em mentoria de alunos de graduação e pós-graduação.
Uma nova visão para o futuro
Ao assumir seu novo papel, Heiman expressou sua entusiasmo, afirmando: “Acredito que meu papel será apoiar os cientistas e trainees do instituto enquanto eles buscam descobertas que aprofundem nossa compreensão do cérebro e melhorem a saúde humana.”
Meu compromisso é trabalhar com garra e entusiasmo para ajudar a apoiar a próxima geração de pesquisas transformadoras.