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Cemitério de Baleias de 5 Milhões de Anos Descoberto no Oceano Índico

Encontro inédito revela uma 'megasite' de carcaças e novas espécies marinhas em um ecossistema profundo.

Cemitério de Baleias de 5 Milhões de Anos Descoberto no Oceano Índico

Uma Descoberta Inigualável no Mundo Submarino

Cientistas fizeram uma descoberta inovadora ao localizar um vasto cemitério de baleias se estendendo por centenas de milhas no Oceano Índico. Com alguns fósseis de ossos datando de mais de 5 milhões de anos, essa 'megasite', nomeada de necropólis da Zona Diamantina, destaca-se como a acumulação mais extensa de carcaças e fósseis de baleias já encontrada.

Uma Expedição Surpreendente

Os pesquisadores, liderados por Xiaotong Peng do Instituto de Ciências Marítimas da Academia Chinesa de Ciências, utilizaram um veículo submersível chamado Fendouzhe para explorar o fundo do mar na Zona Diamantina, uma área repleta de cristas e fraturas que se estende no sudeste do Oceano Índico. Após avistarem um fósseis, a equipe realizou 32 mergulhos, cobrindo um espaço de avaliação de cerca de 0,25 milhas quadradas (0,64 quilômetros quadrados). Ao todo, identificaram 476 fósseis de baleias e cinco carcaças conhecidas como whale falls, em profundidades entre 4.200 a 7.000 metros.

A Vida que Floresce Entre as Carcaças

As carcaças das baleias, abrangendo uma diversidade de organismos, são agora lar para novas comunidades de vida marinha. Os pesquisadores descobriram que cinco >whale falls estavam cobertos por bactérias que, sem luz ou oxigênio, quebram os óleos nos ossos das baleias, produzindo sulfeto de hidrogênio. Esse ambiente extremo é um verdadeiro celeiro de vida: as carcaças abrigam até 2.840 indivíduos por metro quadrado, envolvendo espécies como águas-vivas, estrelas do mar e vermes Osedax.

Fósseis Reveladores e Novas Espécies

Os pesquisadores recuperaram 43 fósseis e dataram 33 deles pela proporção dos isótopos de estrôncio presentes. Os fósseis pertenceram a cinco espécies de baleias de bico, além de uma espécie de baleia de barbatanas, que inclui as conhecidas baleias-jubarte. Um dos achados mais antigos pertence a uma baleia de bico extinta do gênero Pterocetus, datada de aproximadamente 5,3 milhões de anos, correspondente ao início do Plioceno. Essa megasite fornece um vislumbre da ecologia das baleias de bico ao longo de escalas de tempo geológicas, reforçando a interação entre espécies extintas e as atuais.

Importância Científica e Futuro dos Estudo

A megasite está sendo comparada a depósitos fossilíferos famosos, como os Lagerstätten, pela sua notável preservação e abundância de animais. Godfrey, curador de paleontologia no Museu Marinho de Calvert, elogiou a descoberta, destacando-o como um espaço em constante formação. Com o potencial de haver novas espécies e a complexidade dos habitats criados por essas carcaças, esta pesquisa não só enriquece nosso entendimento sobre as baleias em tempos passados, mas também sobre o funcionamento de ecossistemas profundos e interdependentes do futuro.

Escrito por Equipe Portal CTMC