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Neuroscientistas Buscam o 'Substrato Celular da Solidão'

A Solidão como Necessidade Biológica: Revelações sobre o Impacto Social nos Animais e Humanos

Neuroscientistas Buscam o 'Substrato Celular da Solidão'

A Solidão: Uma Necessidade Biológica Básica

Neuroscientistas estão descobrindo que passar tempo com outros pode ser uma necessidade biológica fundamental, semelhante à necessidade de comida ou água. Assim como animais nos mostram suas emoções através de comportamentos sociais, estudos revelam que a busca por companhia pode ser uma necessidade intrínseca para diversas espécies.

A Conexão entre Animais e Humanos

Além de nos humanos, a solidão não é exclusiva de nossa espécie. Experimentos com ratos mostraram que a falta de interação social pode causar danos tanto mentais quanto físicos. Por exemplo, ratos que são mantidos isolados apresentam uma maior propensão ao desenvolvimento de câncer. Isso levanta a questão: a solidão é uma condição que pode impactar a saúde e a longevidade de diversas formas?

O Papel do Cérebro na Regulação Social

A neuroscientista Kay Tye, do Salk Institute for Biological Studies, sugere que a necessidade de equilibrar o tempo sozinho e com outros representa uma homeostase que é crítica para a sobrevivência. O monitoramento desse equilíbrio social no cérebro humano pode nos ajudar a entender melhor os efeitos da solidão.

A Evolução da Sociabilidade

A sociabilidade de uma espécie evolui com base em fatores como a necessidade de se manter aquecido, a eficácia na busca por alimentos e a segurança frente aos predadores. Por exemplo, os orangotangos são conhecidos por serem uma das espécies mais solitárias dos grandes primatas, enquanto os castores vivem em grupos familiares próximos. A grande diversidade nas necessidades sociais entre diferentes espécies levanta a questão: qual é a quantidade ideal de interação social para cada um?

Buscando o 'Substrato Celular da Solidão'

O que os cientistas realmente procuram é o 'substrato celular da solidão'. Em 2016, Tye identificou neurônios no tronco encefálico que são ativados em ratos machos que passaram um dia isolados. Desta forma, surgiram estudos que demonstram que quando esses neurônios são ativados, os ratos tornam-se mais ansiosos por socializar. Essa busca por interagir é comparável à maneira como o corpo humano reage à falta de alimento.

Conclusão: A Solidão como Desafio Social Global

À medida que a sociedade moderna se torna cada vez mais isolada, a pesquisa sobre solidão se torna vital. Tecnologias e a pandemia de COVID-19 trouxeram à tona a importância da interação social para o bem-estar mental e físico. Compreender o substrato celular da solidão pode não apenas ajudar a decifrar os desafios enfrentados por muitos hoje, mas também poderá abrir portas para o desenvolvimento de intervenções direcionadas para aliviar os efeitos prejudiciais da solidão.

Escrito por Equipe Portal CTMC