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Captura Histórica: O Tubarão-Goblin Filmado Vivo pela Primeira Vez

Imagens reveladoras ampliam o conhecimento sobre essa espécie enigmática do fundo do mar.

Captura Histórica: O Tubarão-Goblin Filmado Vivo pela Primeira Vez

Uma Nova Era de Descobertas No Fundo do Mar

Pesquisadores alcançaram um marco significativo na exploração marinha ao filmar o tubarão-goblin (Mitsukurina owstoni) pela primeira vez. Até este momento, esses tubarões tinham sido observados apenas brevemente, depois de serem capturados em linhas de pesca e levados à superfície. O registro audiovisual capturado nos oceanos do Pacífico Central marca um avanço notável na biologia marinha e na compreensão da biodiversidade dos oceanos profundos.

Tubarão-goblin no fundo do oceano

Revelações Aprofundadas sobre o Tubarão-Goblin

As filmagens revelaram a presença de dois tubarões-goblin em locais distintos: um na Fosseta de Tonga e outro próximo à Ilha Jarvis. Essas observações ampliam o conhecido alcance do tubarão-goblin, agora registrado a cerca de 6.560 pés (2.000 metros) abaixo da superfície do mar, um registro impressionantemente profundo.

Com um focinho alongado e mandíbula protrátil, capaz de capturar presas rapidamente, o tubarão-goblin é frequentemente descrito como um "fóssil vivo". Tendo existido por cerca de 125 milhões de anos, essa espécie é uma das mais enigmáticas dos oceanos.

Localização da Fosseta de Tonga

Observações Únicas e Aprofundamento do Conhecimento

Os pesquisadores documentaram a primeira observação na Fosseta de Tonga em agosto de 2024, enquanto o avistamento da Ilha Jarvis é datado de julho de 2019. A análise indica que o tubarão avistado na Fosseta de Tonga seria uma fêmea que nadava ao longo da encosta norte da fosseta, enquanto o macho, avistado próximo à Ilha Jarvis, tinha mais de 11 pés (3,4 m) e provavelmente 51 anos.

De acordo com Alan Jamieson, coautor do estudo e diretor do Centro de Pesquisa em Profundidade da Universidade Minderoo da Austrália Ocidental, "o tubarão-goblin é um animal carismático do fundo do mar e eu nunca pensei que veríamos um vivo". A equipe conseguiu filmar mais de 50 dias de filmagens contínuas em profundidades que variavam de 800 a 10.800 metros (2.600 a 35.400 pés), mostrando a natureza esquiva dessa espécie.

Tubarão-goblin em seu habitat natural

Explorando o Desconhecido

A nova descoberta não só permite a inclusão do tubarão-goblin nas listas de gestão regional e biodiversidade, mas também destaca o quão pouco sabemos sobre os ecossistemas profundos. Com a confirmação da presença do tubarão-goblin em regiões antes desconhecidas, os pesquisadores acreditam que há ainda muitas informações a serem descobertas sobre essa fascinante criatura do mar.

Segundo Aaron Judah, autor principal do estudo e estudante de doutorado em biologia oceânica na Universidade do Havai em Manoa, "descobertas como essas demonstram que ainda há muito a explorar em nosso lar marinho profundo". Essa exploração contínua promete desvendar mais segredos do oceano e enriquecer nosso entendimento sobre a vida marinha.

Escrito por Equipe Portal CTMC