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Guerra no Irã eleva preços do pistache ao maior patamar desde 2018

Conflito regional impacta severamente a produção e o comércio global do popular petisco.

Guerra no Irã eleva preços do pistache ao maior patamar desde 2018

Aumento histórico nos preços do pistache

A guerra no Irã, que se intensificou nos últimos meses, resultou em uma elevação drástica nos preços do pistache, levando-os ao maior patamar desde 2018. Essa situação surge em um momento em que a demanda por produtos à base de pistache, como o famoso chocolate de Dubai, disparou, complicando ainda mais o cenário do fornecimento global.

Impactos do conflito no comércio e na produção

O Irã, que responde por aproximadamente um quinto da produção global de pistache e cerca de 30% das exportações mundiais em anos anteriores, enfrenta sérias dificuldades logísticas. Behnam Heydaripour, diretor-executivo da atacadista Borna Foods, destaca que “É como apostar —não sabemos a que preço vender”. O impacto do conflito está interrompendo rotas marítimas e complicando exportações em um mercado que já é apertado.

O cenário de demanda e oferta

Os preços do pistache atingiram cerca de US$ 10 (R$ 50) por quilo em março de 2026, refletindo um aumento significativo. A febre global pelo chocolate de Dubai, que inclui barras recheadas com creme de pistache, tem impulsionado essa tendência. No entanto, as colheitas de 2025 em outros grandes produtores, como EUA e Turquia, também estão abaixo das expectativas, com a safra iraniana sendo particularmente afetada pela seca.

Desafios no fornecimento iraniano

Além dos desafios naturais, as exportações iranianas têm sido limitadas por sanções e pela instabilidade interna. Até mesmo as comunicações, imprescindíveis para a coordenação de vendas, foram afetadas. Heydaripour menciona que a dificuldade de comunicação e a interrupção da internet no Irã prejudicam a capacidade de negociação e venda.

Alternativas de transporte e logística

A guerra agravou a situação, com linhas de navegação cancelando ou redirecionando serviços, o que eleva os custos e cria atrasos. Behrooz Agah, membro do conselho da Associação Iraniana de Pistache, afirma que rotas alternativas, como o porto de Mersin na Turquia e o Canal de Suez, são agora usadas, mas são significativamente mais caras e longas. Além disso, a administração aduaneira reporta uma queda de 30% nas exportações iranianas nos dois últimos meses.

Incertezas futuras no mercado de pistaches

O conflito e o cessar-fogo recente ainda não garantem a regularização do fluxo comercial, especialmente no crítico Estreito de Hormuz. Nick Moss, analista da Expana, destaca a elevada incerteza sobre o quanto do pistache iraniano conseguirá acessar os mercados globais enquanto o conflito persistir.

Perspectivas de mercado e alternativas de fornecimento

As empresas estão se voltando para fornecedores alternativos, principalmente os EUA, que representam cerca de 40% da produção mundial. No entanto, mesmo que os exportadores americanos tenham vendido a maior parte de sua oferta, a diferença no perfil de sabor dos pistaches iranianos é uma questão importante. Heydaripour menciona que os pistaches iranianos possuem um alto teor de óleo em comparação com outras origens, o que realmente faz diferença no sabor.

Conclusão

A atual situação no mercado de pistache reflete a complexidade de fatores que se entrelaçam entre conflitos geopolíticos, demandas de mercado e desafios logísticos. À medida que as tensões continuam no Irã, as repercussões podem ser sentidas por muitos, desde os produtores até os consumidores finais, que podem perceber um aumento significativo nos preços e uma escassez de suprimentos nos próximos meses.