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Cientistas em Computação Correm para Domar o Apetite Voraz da IA por Energia

Pesquisas Revelam Novas Abordagens para Reduzir o Consumo Energético da Inteligência Artificial

Cientistas em Computação Correm para Domar o Apetite Voraz da IA por Energia

O Cenário Atual da Energia em IA

À medida que a inteligência artificial (IA) se torna cada vez mais prevalente em nosso cotidiano, o seu impacto no consumo de energia se torna uma preocupação crescente. A cada interação com assistentes virtuais ou chatbots, como o Gemini do Google, o usuário raramente para para pensar no vasto consumo energético envolvido. Somente um prompt de texto mediano enviado ao Gemini consome aproximadamente 0,24 watt-horas, o que equivale a assistir TV por cerca de nove segundos. Contudo, quando multiplicamos isso por milhões de usuários, o resultado é alarmante.

O Crescimento dos Data Centers

Data centers, os núcleos pulsantes da internet, são responsáveis por processar e armazenar a crescente quantidade de dados gerados diariamente. De acordo com estimativas da Agência Internacional de Energia, os data centers nos EUA consumiram cerca de 224 terawatts-hora de eletricidade em 2025, representando mais de 5% do uso total de eletricidade do país. Isso representa um aumento significativo em relação aos 1,9% de 2018, antes da ascensão das IAs generativas.

Esta tendência parece apenas aumentar à medida que empresas como Google, Meta, Amazon, OpenAI, Anthropic, Microsoft e Oracle investem bilhões na construção de data centers otimizados para IA. Esses novos centros, muitas vezes classificados como 'hiperscale', podem chegar a consumir até 1 gigawatt de eletricidade, o que é equivalente a um décimo da capacidade elétrica da cidade de Los Angeles.

A Dependência de Recursos Não Renováveis

Uma preocupação significativa entre os especialistas é que a crescente demanda energética dos data centers está sendo atendida principalmente por usinas movidas a combustíveis fósseis, que liberam dióxido de carbono e agravam o aquecimento global. Embora as empresas de tecnologia compensem suas emissões investindo em energias renováveis, isso, muitas vezes, não resulta em uma redução líquida das emissões de CO2, essencial para conter as mudanças climáticas.

As áreas com alta concentração de data centers, como Virginia, enfrentam um impacto adicional, incluindo poluição do ar e do ruído, além de potencial escassez de recursos hídricos utilizados para resfriamento. Sem a implementação de estratégias para economizar energia, estima-se que os data centers dos EUA possam liberar entre 24 a 44 megatoneladas de CO2 anualmente em um futuro próximo.

Inovações no Combate ao Consumo Energético

Cientistas e engenheiros estão repensando o design de hardware e software que alimenta a IA. Novos algoritmos de economia de energia e designs de processadores estão em desenvolvimento, assim como a escolha cuidadosa da localização dos data centers para garantir um acesso mais fácil a fontes de energia renováveis.

Conforme o especialista em sistemas energéticos da Universidade de Cornell, Fengqi You, menciona: "O custo energético da IA não é acidental; é um produto de como nossos sistemas são construídos". No entanto, a aplicação da combinação certa de soluções pode, de fato, reconfigurar a trajetória do consumo energético em direção a um futuro mais sustentável.

Entender os Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), que utilizam uma arquitetura transformadora, é fundamental para compreender os custos energéticos da IA. Este design permite uma velocidade impressionante ao processar texto, ao mesmo tempo em que avalia a relação de cada palavra a todas as outras no contexto, resultando em quantidades significativas de processamento computacional.

Com a urgência de encontrar soluções para o apetite voraz da IA por energia, a pesquisa e inovação são mais essenciais do que nunca. Está diante de nós o desafio de equilibrar a inovação na IA com a responsabilidade ambiental.

Escrito por Equipe Portal CTMC