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Previdência do Tocantins Enfrenta Desafios na Venda de Imóveis do Banco Máxima

Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins lida com a herança de um investimento malsucedido e as dificuldades para recuperar perdas

Previdência do Tocantins Enfrenta Desafios na Venda de Imóveis do Banco Máxima

O Envolvimento do Igeprev com o Banco Máxima

O Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev) se vê imerso em um grande desafio após um investimento mal-sucedido no antigo Banco Máxima, agora rebatizado de Master. A situação teve início em 2014, quando o Igeprev decidiu aplicar fundos no veículo de investimento chamado Viaja Brasil. Contudo, essa decisão resultou em um prejuízo alarmante de R$ 13 milhões quando o fundo foi liquidado.

Em um esforço para cobrir esse rombo, em 2022, o Master transferiu ao Igeprev 60 imóveis localizados em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Porém, a venda desses imóveis se mostrou extremamente difícil, com o instituto conseguindo comercializar apenas 17 deles.

Imóveis recebidos pelo Igeprev

A Avaliação Controversa dos Imóveis

Entre os desafios enfrentados pelo Igeprev, destaca-se uma dúvida levantada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a avaliação de um dos imóveis recebidos. O Coaf relatou que um imóvel avaliado em R$ 591 mil foi inicialmente registrado pelo banco apenas por R$ 76 mil. Essa discrepância levantou suspeitas sobre a valoração dos ativos transferidos e sobre como o Igeprev está lidando com tais avaliações.

Atualmente, os imóveis recebidos compõem um fundo de investimento imobiliário e incluem uma variedade de propriedades, desde quartos de hotel em Belo Horizonte até terrenos na região rural de São Paulo. Entre estes, um único lote em Araçariguama está avaliado em cerca de R$ 2 milhões.

Terrenos e imóveis em Curitiba

A Situação Atual e Perspectivas Futuras

O governo do Tocantins afirmou que 43 imóveis ainda permanecem em um gradual processo de regularização e venda. Eles permanecem otimistas quanto à possibilidade de continuar a recuperação financeira do Igeprev. O Ministério Público do Tocantins também envolveu-se no processo de avaliação dos imóveis, que foi realizado com a ajuda de peritos especializados.

O caminho a seguir permanece incerto. Com a última demonstração financeira indicando que as avaliações imobiliárias envolvem um "elevado nível de julgamento", surgem dúvidas sobre a precisão dessas valorações e a recuperação total das perdas incorridas. O impacto da falência do grupo de turismo Marsans, que praticamente liquidou o fundo Viaja Brasil, ainda ecoa nas finanças do Igeprev e nos sistemas de previdência social do Brasil.

Gráfico de avaliação de imóveis do Igeprev

A Lições Deixadas pelo Caso

Este caso serve como um lembrete sombrio sobre os riscos associados a investimentos imprudentes e à falta de transparência em negociações financeiras. A situação atual do Igeprev e a dificuldade em lidar com os ativos recebidos ressaltam a necessidade urgente de melhorar a gestão e a supervisão dos fundos de previdência. A esperança é que, com o tempo, o instituto consiga se reerguer e aprender com os erros do passado para garantir um futuro mais seguro aos seus beneficiários.

Escrito por Equipe Portal CTMC