Grupo Rima Planeja Expansão para Países Alternativos à China
Expectativa de crescimento na produção e novas instalações em Minas Gerais até 2026

A Visão de Crescimento do Grupo Rima
O Grupo Rima está em uma trajetória ambiciosa para elevar sua produção em 20% até 2026, enquanto busca ampliar suas exportações para mercados cada vez mais estratégicos, como Estados Unidos e Japão. Essa movimentação surge em um contexto onde países estão se afastando da dependência da China, especialmente em relação à importação de magnésio.

Novas Instalações e Infraestrutura
Além do aumento da produção, o presidente da Rima, Ricardo Vicintin, revelou que a empresa está considerando a construção de uma nova fábrica em Minas Gerais. A nova unidade seria próxima à mina já existente em Paracatu, localizada a cerca de 500 km de Belo Horizonte, sede da companhia.
A Rima já possui várias unidades industriais em Minas Gerais, incluindo:
- Bocaiúva – Produção de magnésio primário
- Capitão Enéas – Silício metálico
- Várzea da Palma – Ferroligas
- Buritizeiro – Suporte industrial e carvão vegetal
Com um portfólio robusto, a empresa se destaca na mineração e metalurgia, atuando na produção e comercialização de ferroligas e ligas baseadas em magnésio e silício. O faturamento anual é impressionante, alcançando cerca de R$ 2,5 bilhões.

Desafios e Oportunidades no Mercado Global
A proibição recente da China de vender magnésio ao Japão por dez dias resultou em um aumento na procura pela Rima. O presidente Vicintin confirmou: "Os japoneses vieram aqui". A companhia diversifica suas vendas, atendendo também os mercados dos Estados Unidos, Coreia do Sul e até da França, onde o magnésio é empregado na indústria nuclear.
O desafio, however, reside na necessidade de adequar os preços. Enquanto a Rima pratica um preço de mercado de US$ 5.700 por tonelada, os compradores ainda esperam valores inferiores, similares aos US$ 2.700 que a China oferece. O magnésio tem um papel crucial na fabricação de componentes leves para carros e aeronaves, elevando a demanda em um mercado que cresce a taxas anuais entre 4% e 6% nos próximos anos.
Conclusão
Com a China respondendo por cerca de 85% da produção mundial de magnésio, a Rima se posiciona como uma alternativa viável para atender a demanda crescente nos setores automotivo e aeronáutico. O futuro parece promissor, mas acompanhado de desafios a serem superados no caminho da expansão e competitividade global.