PORTALCTMC
Finanças|00:00

Brasil cai sete posições e fica entre os 10 piores em ranking global de competitividade

Análise do IMD revela desafios significativos para a competitividade do país em 2026

Brasil cai sete posições e fica entre os 10 piores em ranking global de competitividade

Queda no Ranking de Competitividade Global

Na mais recente edição do ranking de competitividade do instituto suíço IMD, o Brasil viu sua posição se deteriorar, caindo sete lugares e ocupando agora a 65ª posição entre 70 países avaliados. Esta lista, que tem sido publicada anualmente pelo IMD World Competitiveness Center em colaboração com a Fundação Dom Cabral, analisa a capacidade dos países em fomentar um ambiente competitivo para as empresas.

Indicadores em Queda

A pesquisa avalia o desempenho de cada país através de quatro pilares principais: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Em 2026, o Brasil apresentou resultados insatisfatórios, perdendo posições em todos os pilares: uma queda de 11 posições na eficiência empresarial e 6 na eficiência governamental se destaca como particularmente preocupante.

A reversão do desempenho do Brasil neste ranking é notável. No ano anterior, em 2025, o país havia subido quatro posições com um otimismo crescente em relação ao seu ambiente de negócios. Contudo, um dos fatores primordiais para o declínio atual é o aumento preocupante dos gastos governamentais, conforme indicado pelo IMD.

Posição na América Latina

Atualmente, o Brasil se encontra atrás de Gana (64º) e à frente de Botsuana (66º). Dentre os seis países da América Latina avaliados, o Brasil está em penúltimo lugar, superando apenas a Venezuela, que ocupa o último lugar no ranking. Na região, Chile (43º), Argentina (58º), Colômbia (59º) e Peru (60º) estão em posições melhores que o Brasil.

Países em Destaque

No topo do ranking, Singapura retomou o primeiro lugar, seguido por Hong Kong e Suíça. A ascensão de Singapura é um indicativo da capacidade adaptativa das economias, mostrando como a habilidade de corrigir a trajetória diante de adversidades se tornou um ativo essencial no ambiente de negócios atual.

Recuperação nos Estados Unidos

Após três anos de queda, os Estados Unidos voltaram a ocupar o top 10, alcançando a 10ª posição. O IMD atribui essa recuperação a um renovado otimismo entre os executivos, que surge apesar das incertezas fiscais e comerciais. A confiança empresarial parece ter se elevado mais rapidamente do que os fundamentos econômicos poderiam prever.

Reflexões Futuras

A nova posição do Brasil no ranking é um forte lembrete dos desafios que o país enfrenta para melhorar sua competitividade. A eficiência governamental e empresarial precisa ser uma prioridade para garantir um ambiente mais propício ao crescimento das empresas brasileiras e, por extensão, do próprio desenvolvimento econômico do país.

Escrito por Equipe Portal CTMC