GM Propõe Adiamento de Imposto Seletivo e Igualdade Tributária no Setor Automotivo
Executivo da GM argumenta a favor de um ambiente regulatório mais estável até 2028.

Introdução ao Debate sobre Tributação Automotiva
No contexto da reforma tributária em discussão no Brasil, Fabio Rua, vice-presidente da General Motors (GM) para a América do Sul, defendeu a necessidade de adiar a implementação do Imposto Seletivo por dois anos. Essa proposta surge em um momento em que o setor automotivo enfrenta várias incertezas regulatórias.
Desafios da Indústria Automotiva Brasileira
Em entrevista ao videocast C-Level, Rua expressou que a tributação, durante o período entre 2027 e 2028, deveria permanecer nos mesmos níveis atuais. Segundo o executivo, essa mudança é necessária até que haja uma maior clareza nas alíquotas a serem aplicadas. O Imposto Seletivo foi introduzido com o intuito de aumentar a taxação sobre produtos que impactam o meio ambiente, sendo termicamente referenciado como o "imposto do pecado".

Argumentos de Rua
Rua argumenta que, em vez de ser punido, o setor deve ser reconhecido por seus esforços em transição energética e descarbonização. “O setor deveria ser aplaudido pela forma como fez essa transição energética, e não punido”, destacou Rua, ao criticar ainda a recente renovação da cota de importação que beneficia a BYD.
A Eletrificação dos Veículos
A GM tem grandes planos para eletrificação no Brasil, prevendo que, em cinco anos, quase toda a sua linha de produção estará alinhada com tecnologias que gracem a sustentabilidade. Segundo Rua, “nos próximos cinco anos, todos os carros que saírem da fábrica da GM no Brasil terão algum grau de eletrificação”.

O Papel do Etanol e Hibridização
Rua menciona o potencial do Brasil em relação ao etanol e a estratégia da GM para integrar motores híbridos flexíveis. “Temos uma atenção especial ao Brasil, e por isso a GM anunciará os primeiros motores híbridos flex que serão feitos no Brasil”, afirma, revelando assim uma visão positiva para o futuro do mercado automotivo no país e como ele aproveitará suas particularidades.
Desafios Futuros e Oportunidades
Entretanto, as questões sobre o aumento do custo dos veículos novos e as dificuldades do setor automotivo brasileiro não podem ser ignoradas. A carga tributária média no país pode chegar a 46%, enquanto a competição se torna cada vez mais acirrada.

Conclusão: Um Futuro de Incertezas e Expectativas
O que resta agora são as ações que o governo brasileiro e o Congresso Nacional tomarão em face das propostas apresentadas pela GM e outras montadoras em busca de um mercado mais equilibrado e sustentável. O futuro do setor automotivo no Brasil, especialmente no que diz respeito à eletrificação, dependerá das escolhas que serão feitas nas próximas legislações tributárias.