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Elite Families Ruled Nomadic Scythian Society 2,500 Years Ago, DNA Analysis Reveals

A groundbreaking genetic study uncovers the social dynamics of the Scythians, highlighting elite dynasties, including influential women, who governed these nomadic groups.

Elite Families Ruled Nomadic Scythian Society 2,500 Years Ago, DNA Analysis Reveals

Uma Nova Perspectiva sobre os Escitas

Os enigmáticos Escitas, um grupo diversificado de tribos nômades conhecido por sua ferocidade em batalha, eram organizados em torno de dinastias elitistas compostas por homens e mulheres há mais de 2.500 anos, conforme revela um novo estudo de DNA. Os resultados indicam que a desigualdade social surgiu dentro desses grupos nômades por volta de 900 a.C., durante a Idade do Ferro.

A maior parte do conhecimento arqueológico sobre os Escitas provém de relatos da Grécia e Roma antigos, que descreviam suas habilidades como cavaleiros e suas impressionantes tumbas em forma de montículo, os kurgans, que pontilham as estepes eurasiáticas. As múmias tatuadas e as complexas joias temáticas de animais dos Escitas eram tão famosas na antiguidade quanto suas mulheres guerreiras, que podem ter inspirado o mito das Amazônias.

Descobertas Científicas Inesperadas

Publicada na revista Science Advances em 3 de julho de 2026, a pesquisa analisou DNA de 85 Escitas da Idade do Ferro para entender melhor como esses grupos, geograficamente dispersos, estavam relacionados e como sua sociedade era politicamente estruturada. O estudo revelou que dinastias familiares elitistas governavam os grupos nômades a partir de locais centralizados, revelando a origem da desigualdade social entre os Escitas.

Os pesquisadores analisaram genomas extraídos dos esqueletos de 38 indivíduos elitistas e 47 não elitistas enterrados em tumbas kurgans em 20 locais arqueológicos diferentes entre 900 e 200 a.C. As tumbas não elitistas eram menores e careciam das impressionantes armas e artefatos de ouro encontrados nas tumbas elitistas.

Conexões e Relações Entre as Famílias Elitistas

Com base na análise genética, foi descoberto que as pessoas de elite eram 11 vezes mais propensas a serem parentes entre si do que com os não elitistas, indicando a presença de um poderoso grupo familiar estendido que reinava sobre os nômades das estepes. Entre os elitistas, os pesquisadores identificaram dois pares de irmãos biológicos, um irmão e uma irmã, e um pai e um filho.

A co-autora do estudo, Ainash Childebayeva, uma antropóloga genética da Universidade do Texas em Austin, afirmou: "É possível que isso indique algum grau de centralização geográfica, com os enterramentos elitistas estando, em média, mais próximos uns dos outros." Essa prática é reflexo das dinâmicas sociais e políticas que moldaram a sociedade Escita.

O Papel das Mulheres na Sociedade Escita

A pesquisa também investigou a antiga afirmação de autores gregos, como Heródoto, de que mulheres ocupavam posições de alta status na sociedade. O autor principal do estudo, Ayshin Ghalichi, observou que "quase metade dos indivíduos elitistas no nosso dataset era mulher, indicando que as mulheres tinham um alto status social na sociedade Escita da Idade do Ferro." Isso desafia a narrativa predominante sobre o papel das mulheres em sociedades antigas, apresentando uma nova visão da liderança feminina.

Por fim, o estudo abordou o famoso Homem Dourado, um esqueleto de adolescente encontrado em uma tumba kurgan no Cazaquistão, acompanhada por mais de 4.000 ornamentos de ouro e um recipiente de prata. Apesar da dificuldade em determinar o sexo dos ossos, os pesquisadores encontraram dados que sugerem que o indivíduo era mais provavelmente um homem geneticamente, sublinhando a complexa estrutura social e política entre os Escitas.

Essas descobertas não apenas incrementam nossa compreensão sobre a origem da desigualdade social entre os grupos nômades da Eurásia antiga, mas também destacam as práticas sociais desses primeiros grupos nômades da Eurásia Central no primeiro milênio a.C.

Escrito por Equipe Portal CTMC