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Eliminações Frustram Vendas de Cerveja e Ambev Sofre Perdas na Bolsa

A crise nas seleções do Brasil e do México impacta diretamente no mercado cervejeiro, gerando preocupações entre investidores.

Eliminações Frustram Vendas de Cerveja e Ambev Sofre Perdas na Bolsa

As Consequências das Eliminações na Copa do Mundo

Na última segunda-feira, torcedores do Brasil e do México amanheceram com o gosto amargo das eliminações na Copa do Mundo. Paradoxalmente, empresas do setor de bebidas, especialmente as cervejeiras, também enfrentam um cenário semelhante. Segundo um relatório do Morgan Stanley, a saída das seleções pode frustrar as projeções de vendas de cerveja no terceiro trimestre de 2026.

Embora o torneio continue, as derrotas de duas das maiores nações consumistas de cerveja no mundo levarão a um consumo inferior ao esperado. A Ambev, a subsidiária da América Latina da gigante cervejeira AB InBev, é apontada como a empresa mais vulnerável a essa situação. Já nas bolsas, suas ações caíam mais de 3% no pregão brasileiro, enquanto as ações fechavam em queda de 4% em Bruxelas, demonstrando a reação negativa do mercado.

Gráfico de Vendas de Cerveja

A Reação do Mercado

A Heineken, que possui uma exposição significativa nos mercados brasileiro e mexicano, registrou uma queda de 1,4% em Amsterdã. Os analistas do Morgan Stanley indicam que a expectativa de um aumento significativo no volume de vendas durante a Copa depende da continuidade das seleções na competição. Com a eliminação precoce do Brasil, o impacto se torna ainda mais evidente.

O Brasil, que amarga um jejum de títulos, viu sua seleção ser eliminada após uma derrota contra a Noruega, marcando um novo recorde de insucessos. De acordo com os analistas, a saída do Brasil tem consequências mais danosas para as vendas de cerveja do que a derrota do México, dado o maior mercado de consumidores e o forte impacto emocional em busca do hexacampeonato.

O Que Esperar do Futuro?

Agora, a atenção do setor se volta para a performance da seleção americana, que enfrenta a Bélgica em busca de uma vaga nas quartas de final. A AB InBev depende da receita de 20% vinda do mercado norte-americano, levantando a pergunta: seria suficiente para compensar as quedas de vendas na América Latina?

Enquanto isso, em um cenário noticioso surpreendente, o ex-presidente Donald Trump buscou interferir no tabuleiro do futebol, pedindo uma revisão de um cartão vermelho dado ao atacante Folarin Balogun. A reviravolta culminou na anulação do cartão, permitindo que Balogun voltasse a campo. Esse tipo de envolvimento político no esporte poderia potencialmente impactar o mercado de cervejas, especialmente se os EUA avançarem mais em sua jornada na Copa.

Escrito por Equipe Portal CTMC