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Como Novos Codificadores Podem Desenvolver Programas de IA para Aplicações Militares

O potencial da inteligência artificial para transformar a maneira como as organizações militares abordam o desenvolvimento de software

Como Novos Codificadores Podem Desenvolver Programas de IA para Aplicações Militares

Introdução à Nova Era da Codificação

Nos dias de hoje, os chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, podem desempenhar várias funções, desde a composição de e-mails até o planejamento de itinerários de viagem. Esses chatbots são sistemas baseados em grandes modelos de visão-linguagem (VLMs), que são algoritmos treinados em conjuntos de dados massivos que incluem livros, sites, códigos e imagens.

O Projeto Phantom e a Iniciativa do MIT

Como parte de um projeto para o Departamento da Força Aérea dos EUA — programa MIT AI Accelerator Phantom, o cadete da Força Aérea dos EUA, Joshua Lynch, em colaboração com sua mentora, Laura Niss, membro da equipe técnica do Grupo de Sistemas Embutidos e de IA no MIT Lincoln Laboratory, empreendeu uma jornada audaciosa: desenvolver um programa funcional como um completo novato em codificação.

O Processo de Vibe-Coding

Ao utilizar um processo chamado vibe-coding, Lynch se apoiou totalmente em prompts para guiar um chatbot generativo de IA na redação e refinação do código. A ideia era capacitar qualquer pessoa familiarizada com o campo militar, independentemente de sua formação técnica, a avançar para aplicações de software úteis, contornando as limitações de tempo e custo do pipeline tradicional de desenvolvimento de software militar.

Desenvolvendo o ROMAD-AI

Lynch se empenhou em criar uma aplicação específica para sua equipe tática, visando reduzir danos colaterais enquanto aumentava a sobrevivência em missões. A aplicação, intitulada Remote Operating Modular Augmentation Device (ROMAD-AI), oferecia capacidades prometedoras, incluindo reconhecimento de alvos assistido por IA, vigilância modular e gerenciamento de comunicação no campo de batalha.

Aprendizados e Desafios Enfrentados

O projeto de Lynch foi um esforço educacional contínuo, onde ele completou diversos cursos de desenvolvimento profissional em IA, familiarizando-se com tanto aplicações militares quanto não militares dessa tecnologia. Ele utilizou três chatbots de IA para a geração de código — Claude, ChatGPT e Gemini — essencialmente através da função de chat principal, evitando sistemas integrados de desenvolvimento que são padrão atualmente.

Durante três meses, Lynch desenvolveu o ROMAD-AI, aprendendo a identificar limitações dos chatbots e aprimorar as saídas de código. Ele descobriu que era fundamental desmembrar problemas em partes menores, formular perguntas de forma clara e redirecionar conversas quando se afastassem muito do objetivo.

Resultados e Observações Finais

Embora a versão final da aplicação não tivesse todas as capacidades originais e, em sua forma atual, não fosse segura para o uso pretendido, demonstrou a viabilidade de uma aplicação tão útil para os membros do serviço. O projeto destacou que os chatbots de IA podem capacitar membros de serviço não técnicos a produzir aplicações de software viáveis para seus problemas únicos.

“Para mim, este projeto reforçou a expansão entre especialistas em diferentes campos”, diz Niss. Mesmo com os avanços na IA, o trabalho colaborativo continuará sendo fundamental para encontrar as melhores soluções para os desafios mais críticos.

Escrito por Equipe Portal CTMC