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A Situação do Etanol Americano e a Política Comercial Brasileira

Ministro Márcio Elias Rosa reafirma posição do Brasil em relação à tarifação do etanol americano em meio a negociações internacionais

A Situação do Etanol Americano e a Política Comercial Brasileira

A Reunião com os EUA

No dia 7 de julho de 2026, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, participou de uma importante reunião com o chefe do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer. Durante o encontro, Rosa rebateu a proposta do senador Flávio Bolsonaro de eliminar o imposto de importação sobre o etanol americano, afirmando que essa discussão não está em pauta.

"Nunca", afirmou o ministro aos jornalistas, enfatizando que o presidente Lula defende fortemente que o etanol não deve ser tratado sem levar em consideração o açúcar, que sofre altas tarifas nos EUA.

Impacto na Indústria Nacional

Segundo Rosa, a entrada do etanol americano no mercado brasileiro poderia trazer danos significativos para a região Nordeste, que abriga um dos principais polos de produção de etanol do Brasil. "Precisamos ter um olhar cuidadoso para essa área, que já enfrenta dificuldades devido à redução de preços dos produtos".

A proposta de um "acordo zero a zero" entre Brasil e Estados Unidos, sugerida por Flávio Bolsonaro ao USTR, visa eliminar impostos de importação tanto para o etanol quanto para o açúcar. Atualmente, enquanto o etanol americano enfrenta uma tarifa de 18%, o Brasil aplica apenas 2,5%.

Uma Visão Equilibrada

A Unica, entidade que representa os produtores de açúcar e etanol no Brasil, também se manifestou sobre o assunto, refutando a ideia de que as tarifas no Brasil são direcionadas exclusivamente ao etanol dos Estados Unidos. A entidade destacou que as tarifas seguem a Tarifa Externa Comum do Mercosul e que os Estados Unidos adotam um sistema de proteção Comercial restritivo ao açúcar.

A Unica voltou a enfatizar a importância do diálogo e da negociação para resolver divergências comerciais, promovendo uma relação construtiva entre os dois países, especialmente em uma época em que a transição energética e os biocombustíveis são essenciais para o futuro sustentável.

Próximos Passos e Expectativas

O ministro Elias Rosa indicou que novas reuniões estão previstas antes da data crítica de 15 de julho, quando os EUA devem decidir sobre a taxa proposta de 25% que tem como base acusações de práticas comerciais desleais e utilização de trabalho forçado.

No cenário político, Rosa se absteve de comentar as atividades de Flávio Bolsonaro, salientando que se concentrarão apenas nas negociações que beneficiem o Brasil.

Dessa forma, o governo brasileiro continua a defender seus interesses, buscando um equilíbrio que preserve a competitividade da indústria nacional no âmbito das relações comerciais globais.

Escrito por Equipe Portal CTMC