Novo Cobra Suspensão de Pagamentos Após Aumento de Publicidade de Lula
Controvérsias sobre os gastos da Secretaria de Comunicação da Presidência em um ano eleitoral

Contexto da Questão
O partido Novo, uma das principais legendas opositoras ao governo Lula, entrou com uma ação na Justiça e fez uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para questionar os exorbitantes gastos da Secretaria de Comunicação (Secom) durante a gestão de Sidônio Palmeira, que assumiu a pasta em janeiro de 2025. Desde então, os investimentos em publicidade acerca de assuntos de interesse da Presidência já ultrapassaram R$ 2,3 bilhões, um aumento de 13% comparado aos dois primeiros anos do governo Lula.

Gastos Exorbitantes em Publicidade
Conforme indicado pelo partido, a média mensal de gastos com publicidade em 2023 foi de R$ 73 milhões, valor que saltou para R$ 127 milhões em 2024. O levantamento foi embasado em dados provenientes do Portal da Transparência, revelando preocupações sobre o uso do dinheiro público.
Na última semana, a Folha de S.Paulo destacou que esse aumento é ainda mais notável em ano eleitoral, onde os gastos com propaganda cresceram consideravelmente em relação ao governo anterior de Jair Bolsonaro.

Demandas e Críticas do Partido Novo
A ação popular protocolada pelo partido enfatiza que esses valores não informaram a população sobre políticas públicas relevantes, mas se destinaram, na realidade, a promover a imagem do presidente Lula. Um exemplo citado é o projeto que isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Em um trecho da ação, o Novo afirma que “o ministro Sidônio Palmeira organizou o pronunciamento do presidente Lula para destacar como dividendo político-eleitoral a aprovação do PL”.
Comparativo de Gastos
Os dados apresentados pelo Novo apontam que, em apenas seis meses desse ano eleitoral, a Secom comprometeu mais da metade do valor total empenhado por ela em 2025. Em contraste, os investimentos em campanhas de ações dos 38 ministérios sofreram redução significativa. Enquanto a Secom gastou R$ 2,3 bilhões com propaganda, o mesmo tipo de gasto relacionado aos ministérios foi de apenas R$ 770 milhões.

Consequências e Pedidos Legais
O partido Novo sustenta que o volume de recursos alocados para a Secom demonstra uma intenção clara de utilizar a máquina pública para fins de pessoalização de resultados políticos e eleitorais, visando a reeleição. Assim, o Novo solicita que a Justiça cancele todos os atos de empenho de despesas e a execução de contratos administrativos considerados ilegítimos.
As repercussões dessa situação prometem ser intensas, considerando as proximidades das eleições e a necessidade de um debate claro e transparente sobre o uso de recursos públicos em campanhas de comunicação governamental.