Medo de ter o celular roubado? Veja ferramentas para proteger seus dados
Entenda como se preparar para evitar fraudes e o que fazer após um roubo.

Prevenir é a Chave para a Segurança Digital
O roubo de celulares se tornou uma preocupação constante em nosso cotidiano, funcionando como um importante vetor para fraudes financeiras. Quando um criminoso fica com um aparelho desbloqueado, ele consegue acessar aplicativos bancários, recuperar senhas, e até mesmo abrir contas em nome da vítima, utilizando dados pessoais.
"Você tem que se preparar antes do roubo. Não adianta chorar o leite derramado depois", afirma Fabio Assolini, diretor da equipe de pesquisa da Kaspersky para a América Latina. Por isso, é vital conhecer as ferramentas disponíveis para proteger informações sensíveis.
Ferramentas Essenciais para a Proteção de Dados
Entre os principais recursos disponíveis, destacamos:
Celular Seguro — Criado pelo governo federal, este serviço permite emitir um alerta para bancos e operadoras em caso de perda ou roubo do aparelho. Isso possibilita o bloqueio de serviços vinculados ao celular, reduzindo o tempo em que os criminosos podem acessar contas.

Além disso, o usuário pode indicar pessoas de confiança para emitir o alerta, caso não consiga acessar a plataforma.
BC Protege+ — Uma iniciativa do Banco Central que permite que o cidadão informe ao sistema financeiro que não autoriza a abertura de novas contas em seu nome. Quando ativado, as instituições financeiras devem consultar essa informação antes de abrir conta.
Registrato — Também do Banco Central, este serviço possibilita consultar informações relacionadas ao CPF, como contas, empréstimos e chaves Pix. Essa ferramenta pode ajudar a identificar fraudes, embora seus dados sejam atualizados mensalmente.

Bloqueio para Abertura de Empresas — Uma outra função disponível na RedeSim, que visa proteger a identidade da vítima contra o registro de empresas fraudulentas em seu nome.
Configurações de Segurança Física e Digital
Os sistemas operacionais também oferecem recursos para localizar, bloquear e até apagar remotamente todos os dados do celular. Além disso, o bloqueio cautelar do Pix é utilizado pelos bancos para reter valores que apresentam indícios de fraude, permitindo uma análise de até 72 horas antes de serem liberados.
Por último, é essencial lembrar que comportamento cauteloso pode ser tão importante quanto a tecnologia. De acordo com Alexandre Bonatti, vice-presidente de engenharia da Fortinet Brasil, "a segurança digital depende da tecnologia, mas também do comportamento do usuário". Os golpes atuais frequentemente exploram distrações e a pressa dos cidadãos.
Conclusão
Em um mundo cada vez mais digital, proteger seus dados se torna uma necessidade. Estar ciente das ferramentas disponíveis e implementar boas práticas pode fazer a diferença entre prevenir um prejuízo ou se tornar mais uma vítima de cybercrimes. Afinal, a melhor defesa é sempre a prevenção.