Haddad Rebate Críticas sobre Candidaturas Femininas ao Senado em São Paulo
Ex-ministro aponta machismo na política e defende candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet

O Contexto da Declaração
No último dia 10 de julho de 2026, durante uma entrevista à organização Derrubando Muros, o ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reagiu às declarações do atual governador, Tarcísio de Freitas, sobre as pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Marina Silva e Simone Tebet.

Haddad criticou a afirmação de Tarcísio, que insinuou que as candidatas não têm raízes políticas no estado. O ex-ministro questionou: "Por que uma pessoa ataca duas candidatas ao Senado que já foram senadoras? Ah, por que elas não são de São Paulo? Tampouco ele". Essa crítica ressalta a hipocrisia que, segundo Haddad, permeia a política paulista, uma vez que o governador também não é natural do estado.
O Machismo Estrutural na Política
Durante sua fala, Haddad fez uma conexão entre a declaração de Tarcísio e um fenômeno mais amplo que tem gerado um clima de hostilidade contra mulheres na política. Ele mencionou a crescente onda de violência contra as mulheres, refletindo sobre como declarações como a de Tarcísio podem fomentar um ambiente de machismo e descreditar as mulheres na esfera política.

Com as recentes falas do influenciador Paulo Figueiredo, que generalizou mulheres como "que votam mal", Haddad argumentou que a tentativa de deslegitimação de figuras femininas na política é parte de um movimento que visa restringir seus direitos. "É um grupo que tem problema com mulher. Lógico que isso tem relação com a violência contra as mulheres".
A Resposta das Candidatas
Por sua vez, Marina Silva, que nasceu no Acre mas exerce mandato como deputada federal por São Paulo desde 2023, e Simone Tebet, sul-mato-grossense com passagem pelo Senado, não se calaram diante das críticas. Ambas destacaram a hipocrisia de Tarcísio, destacando que ele, sendo carioca, tem todo o direito de atuar na política paulista, enquanto suas candidaturas são atacadas.
Tebet, em um vídeo que viralizou nas redes sociais, muitas vezes estabelecendo um tom humorístico, afirmou: "Eu sou corintiana e ele [Tarcísio] flamenguista". Essa afirmação, ao mesmo tempo que provoca, também destaca uma divisão regional que muitas vezes permeia a política nacional.
A Situação Atual da Corrida ao Senado
Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada em 6 de julho, liderando as intenções de voto para o Senado estão Marina Silva e Simone Tebet, com 18% e 16%, respectivamente. Essa situação dá um vislumbre de que a presença feminina na política está ganhando força, apesar dos ataques.
Num mundo onde o protagonismo feminino na política é cada vez mais necessário, figuras como Marina e Simone não apenas quebram estereótipos, mas também desafiam o status quo, provando que a política pode ser representativa e diversa.