'Hardware' fala mais alto em dupla quebra de Londres
Os recordes de maratona em Londres trazem à tona a revolução tecnológica no mundo da corrida

Um novo marco na maratona
No último domingo (26), Londres foi palco de uma corrida que ficará gravada na história do atletismo. O queniano Sabastian Sawe e o etíope Yomif Kejelcha surpreenderam o mundo ao quebrar o emblemático recorde das 2 horas na maratona, uma marca que parecia inquebrável após sete anos de tentativas frustradas. Ambos os corredores demonstraram uma incrível performance, mas, segundo especialistas, o que realmente se destacou foi o “hardware” – o tênis inovador que estavam utilizando.
A revolução dos tênis de corrida
No coração dessa façanha, está o modelo Adizero Adios Pro Evo 3 da Adidas. Com um peso de menos de 100 gramas, esses calçados não apenas proporcionaram leveza, mas também ofereceram uma estabilidade sem precedentes. O desempenho dos atletas foi amplamente atribuído aos avanços na tecnologia do calçado. Sawe e Kejelcha mencionaram em entrevistas pós-corrida a significativa leveza do produto, que pode ter sido o diferencial na busca pela quebra do recorde.
Considerações sobre a umidade e a resistência
Além do avanço tecnológico, o ex-esquiador e corredor amador brasileiro, Lelo Apovian, fez uma observação pertinente sobre as condições climáticas da maratona. A umidade de 90% durante a corrida é um fator que dificulta a transpiração, impactando negativamente a performance dos maratonistas. Para Lelo, essa combinação de tecnologia e condições ambientais excepcionais cria um cenário em que esse recorde pode não se sustentar por muito tempo.
A evolução da competição
Esse feito em Londres não é apenas um triunfo para os corredores, mas também para a Adidas. A marca, que é conhecida por sua incessante busca por inovação, conseguiu não apenas quebrar um recorde, mas também se consolidar em um mercado altamente competitivo. Desde que a Nike, em 2019, havia estabelecido a primeira quebra da barreira das 2 horas com Eliud Kipchoge, o foco se deslocou para a Adidas, que agora colhe os frutos do seu investimento em tecnologia de calçados.
O futuro do atletismo e a indústria do calçado
As previsões para o mercado de calçados esportivos são promissoras: a consultoria Euromonitor estimou que a indústria pode faturar US$ 104 bilhões até 2030. Isso indica não apenas um crescimento geral, mas também uma demanda por inovações contínuas na tecnologia de corrida. Assim, espera-se que marcas, tanto tradicionais como emergentes, como On e Under Armour, acelerem suas pesquisas e desenvolvimento para criar calçados ainda mais eficazes e leves.
Conclusão
No geral, o que ocorreu em Londres foi mais do que uma simples corrida. Representou uma nova era de maratonas, onde a tecnologia dos calçados se tornou tão importante quanto a habilidade dos atletas. Em um mundo onde o limite humano é continuamente esticado, é evidente que o futuro das competições de corrida será marcado não apenas pela força física dos corredores, mas pela inovação dos equipamentos que utilizam.