Empresa de Mira Murati, ex-OpenAI, apresenta modelo de IA baseado em tecnologia chinesa
A revolução na inteligência artificial ganha novos contornos com o lançamento do Inkling.

A Revolução da Inteligência Artificial Através do Inkling
Em um movimento audacioso que promete mudar a paisagem da inteligência artificial, a Thinking Machines Lab, liderada pela ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, lançou seu primeiro modelo de IA de uso geral: o Inkling. Este produto inovador, apresentado em 15 de julho de 2026, faz uso de tecnologia barata proveniente da China, um fator que tem levantado discussões sobre a competição global na área de inteligência artificial.

A arquitetura do Inkling inspirou-se no seu equivalente chinês, o DeepSeek-V3, e foi aprimorada através do pós-treinamento utilizando dados gerados pelo Kimi K2.5, desenvolvido pela Moonshot AI. Segundo dados divulgados pela OpenRouter, os modelos de IA da China superaram seus concorrentes americanos em termos de uso geral, o que levanta questões sobre o futuro do setor.
Desafios e Oportunidades na Era da IA
Os principais laboratórios americanos têm criticado os avanços rápidos da concorrência chinesa, alegando que seus modelos são frequentemente copiados através de uma técnica conhecida como destilação, onde as saídas de modelos maiores são utilizadas para treinar modelos menores. Neste cenário, o Inkling se destaca, pois, ao contrário de produtos como o ChatGPT e o Claude, oferece pesos abertos, permitindo que os usuários possam hospedar e personalizar o modelo em seus próprios servidores.
“Estamos avançando em nossa missão ao lançar um modelo que treinamos do zero com pesos completos disponíveis, para que as pessoas possam torná-lo seu”, declarou a Thinking Machines em comunicado.
Investimento e Crescimento da Thinking Machines
A startup vem atraindo a atenção da indústria de tecnologia não apenas pelos seus produtos inovadores, mas também pelo investimento significativo de US$ 2 bilhões em uma rodada inicial, resultando em uma avaliação pós-aporte de US$ 12 bilhões. Entre seus investidores estão a Andreessen Horowitz, a fabricante de chips Nvidia, a AMD, além do fundo de hedge Jane Street.
A Visão de Mira Murati
Mira Murati, após sua saída da OpenAI em setembro de 2024 e a fundação da Thinking Machines em fevereiro de 2025, tem se concentrado em criar produtos que vão além das expectativas do mercado. A startup lançou também a plataforma Tinker, que permite que clientes corporativos ajustem grandes modelos de linguagem para aplicações específicas, reforçando a ideia de que a IA deve ser moldada pelas necessidades dos usuários.
O Futuro da Interação com IA
Recentemente, a Thinking Machines apresentou um protótipo de seu primeiro modelo de interação, que é capaz de executar comandos baseados em inputs de áudio e vídeo, assim superando a tradicional dependência de inputs textuais. Este avanço demonstra a busca constante da empresa por formas mais naturais e integradoras de interação entre humanos e máquinas.
A Perspectiva para o Mercado de IA
À medida que a disputa por supremacia na tecnologia de IA avança entre os Estados Unidos e a China, o lançamento do Inkling marca um momento significativo na história da IA. Tal como ressalta a Thinking Machines, o futuro da inteligência artificial reside na diversidade e na capacidade de adaptação, fatores que julgam essenciais para estender o alcance e a eficácia das IAs em nossa vida cotidiana.
Com a capacidade de colocar ferramentas de inteligência artificial nas mãos dos usuários, a Thinking Machines não só está redefinindo o que significa ser uma empresa de IA, mas também pavimentando o caminho para um futuro onde as máquinas são verdadeiramente colaborativas.