Desafio do Parque Bruno Covas vai além de capivaras e segurança
Novo edital de concessão cria oportunidades e desafios para a gestão do Parque Linear em São Paulo.

Oportunidades e Desafios no Parque Linear Bruno Covas
O Parque Linear Bruno Covas, localizado em São Paulo, enfrentará uma nova fase de gestão com a recente publicação do edital de concessão, anunciada pelo governo do estado na quarta-feira, 22 de abril. A empresa que conquistar a permissão de uso terá um prazo de 48 meses - ou seja, quatro anos - para explorar economicamente a área. Este projeto é supervisionado pela gestão de Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, que está otimista quanto à atratividade do projeto mesmo diante dos desafios que ele apresenta.
O diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, Edgard Benozatti, destacou a dificuldade que o setor enfrenta em contratos mais curtos. “Obviamente, o setor gosta de contratos mais longos de 30, 20 anos, mas temos empresas interessadas. Estamos trabalhando para ter uma licitação competitiva, embora saibamos que é um desafio, já que o setor não está acostumado a esses contratos mais curtos. Mas a gente está bastante otimista”, declarou Benozatti à equipe do Metrópoles.
Transformações no Entorno do Parque
A avaliação do governo é de que um contrato de longa duração não seria viável no momento, considerando as transformações que a área ao redor do Rio Pinheiros está passando. As mudanças incluem o término das obras da Usina Elevatória de Traição, o projeto de desassoreamento do rio e a execução do Plano de Universalização de Saneamento até 2029, que está sendo coordenado pela Sabesp.
Embora haja uma concessão, o acesso ao Parque Bruno Covas permanecerá gratuito, uma decisão que visa assegurar que a população continue a ter acesso à natureza sem barreiras financeiras. Essa abordagem é parte de um esforço maior para lidar com as principais reclamações dos usuários, que focam em questões de segurança e infraestrutura.
Inovações em Segurança e Monitoramento
As primeiras mudanças prometidas pela nova gestão do parque vão envolver o reforço na segurança e a implementação de novas tecnologias. Benozatti especificou que a empresa que assumir o parque terá que introduzir um controle de acesso nas guaritas, além de um sistema de câmeras de monitoramento e vigilância patrimonial. Ele enfatizou que toda a parte tecnológica deverá ser integrada aos programas de segurança Muralha Paulista, implementado pelo estado, e Smart Sampa, promovido pela prefeitura.
Além disso, a região externa do parque é notoriamente afetada por ocorrências policiais, com registros frequentes de assaltos. Portanto, a intensificação das medidas de segurança é uma prioridade, visando não apenas a proteção dos visitantes, mas também a promoção de um ambiente mais seguro e acolhedor para todos.
O desafio à vista no Parque Bruno Covas é não apenas garantir que a gestão econômica seja viável e atrativa, mas também assegurar que os cidadãos possam usufruir de um espaço que aglutina segurança, acessibilidade e inovação tecnológica.