Trump-backed SAVE Act is Newest Effort to Collect Private Voter Information
A Closer Look at the Legislation Aiming to Centralize Voter Data

Introdução
A Safeguard American Voter Eligibility (SAVE) Act, apoiada por Trump, representa a mais recente tentativa do governo para coletar informações pessoais de eleitores, agora respaldada por um arcabouço jurídico que pode ser mais sólido do que tentativas anteriores. Esse ato, que obriga a apresentação de documentos de identificação ao votar e prova de cidadania para registro, tem gerado discussões acaloradas sobre direitos eleitorais.

Pontos Chave do SAVE Act
O SAVE Act exige que os estados obtenham informações privadas da Administração da Previdência Social, de carteiras de identidade estaduais e de outras fontes que confirmem o status de cidadania. O objetivo declarado é eliminar potenciais eleitores não-cidadãos no país. O texto do projeto de lei deixa claro que o esforço está em linha com a agenda do Trump para consolidar os dados eleitorais dos estados sob a supervisão federal.
Segundo Trump, "é como se o Senado fosse um lugar onde você envia coisas quando deseja que elas morram. Não podemos fazer isso, e não vamos mais tolerar isso". Esta afirmação enfatiza sua frustração com a lenta tramitação do projeto na Câmara dos Senadores.

Desafios Legais e Respostas
O SAVE Act já enfrentou forte oposição de grupos de direitos de voto e ex-funcionários do governo, que argumentam que a Constituição nunca foi concebida para centralizar o poder eleitoral no executivo. Eles afirmam que os fundadores estabeleceram que os estados eram responsables pela administração das eleições.
Trump responde a essas críticas afirmando que "a única razão para se opor é a trapaça!" e, assim, tenta deslegitimar os opositores na discussão pública.
A Questão dos Dados
Um registro nacional de cidadania ou lista nacional de eleitores não é uma ideia nova, já que o Canadá mantém um banco de dados atualizado desde 1997. No entanto, os EUA não possuem um registro nacional de eleitores, delegando esse poder aos estados, o que exigiria uma lei aprovada pelo Congresso para a sua criação.
O governo tem tentado criar um sistema utilizando a base de dados central SAVE do Departamento de Segurança Interna para a aplicação de imigração e dados coletados de várias agências governamentais, como o Internal Revenue Service e a Administração da Previdência Social.
Além disso, o Departamento de Justiça solicitou a lista de registros de eleitores de quase todos os estados, que deveria incluir informações sensíveis, como data de nascimento, endereço residencial e os últimos quatro dígitos do número de Seguro Social do registrante. Essas solicitações resultaram em ações judiciais de 30 estados e Washington, D.C., em defesa da proteção da privacidade dos eleitores.

Consequências e Implicações Futuras
Embora o SAVE Act tenha o potencial de transformar a maneira como os dados de eleitores são geridos nos EUA, sua implementação não é garantida. Enfrentando uma série de derrotas legais, onde juízes bloquearam ou restringiram ordens executivas de reforma eleitoral de Trump, resulta em um futuro incerto para a legislação.
Ainda assim, a luta por dados e segurança eleitoral continua, refletindo as crescentes divisões no cenário político do país. A proposta do SAVE Act pode ser vista como uma peça central de um debate mais amplo sobre acesso ao voto, segurança e direitos civis.