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'Muito mais violento do que previsto': Um bloco da matéria ausente do universo foi violentamente expulso de galáxias

Cientistas descobrem matéria galáctica perdida entre as galáxias usando novas técnicas de detecção

'Muito mais violento do que previsto': Um bloco da matéria ausente do universo foi violentamente expulso de galáxias

A Desvendar do Mistério da Matéria Ausente

A quantidade total de matéria comum em nosso universo corresponde a aproximadamente um décimo do que era esperado. Recentemente, cientistas acreditam ter encontrado uma parte dessa matéria que estava escondida nos vastos vazios do espaço entre as galáxias.

No dia 21 de julho de 2026, a equipe da COLABORAÇÃO CHIME/FRB, liderada por pesquisadores do MIT, publicou um estudo na revista Physical Review Letters, revelando uma nova metodologia para localizar essa matéria galáctica ausente. Através da combinação de detecções de pulsos de rádio rápidos (FRBs) e medições das localizações das galáxias, os cientistas conseguiram expor grandes quantidades de matéria anteriormente invisível no espaço intergaláctico.

Fenômenos Astrofísicos Violentos

Essas descobertas também trouxeram à tona as causas da expulsão da matéria galáctica: fenômenos astrofísicos violentos dentro das galáxias, como jatos de buracos negros e estrelas em explosão. Esses eventos, segundo os pesquisadores, são muito mais energéticos do que era imaginado até então.

Estima-se que, logo após o Big Bang, aproximadamente 17% do universo fosse composto por matéria 'normal' — a matéria observável que compõe os planetas, estrelas e galáxias — enquanto 83% constituíam a matéria escura, um componente misterioso que exerce influência gravitacional mas não interage com a luz, dificultando seu entendimento.

Os cientistas esperavam observar uma proporção semelhante de matéria comum no universo hoje, mas a quantidade total de matéria comum nas galáxias soma apenas um décimo do esperado.

A Propriedade dos FRBs

A teoria de que a matéria ausente pode estar presente entre as galáxias tornou-se uma possibilidade mais concreta com os avanços na identificação dos FRBs. Esses flashes de ondas de rádio extremamente brilhantes, que duram milissegundos e foram descobertos em 2007, são produzidos por fenômenos energéticos no universo e viajam bilhões de anos-luz até a Terra.

Os pesquisadores descobriram que, ao passar por diferentes tipos de matéria, os FRBs sofrem um 'desfoque' que pode ser medido com precisão, revelando a quantidade de matéria pela qual passaram. Ou seja, a capacidade de detectar a matéria ausente foi aprimorada.

Resultados Surpreendentes e Esperança para o Futuro

Com os dados combinados do CExperimento de Mapeamento da Intensidade de Hidrogênio do Canadá (CHIME) e do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI), a equipe correlacionou o grau de desfoque proveniente de milhares de sinais de FRBs com as localizações de milhões de galáxias.

Os resultados confirmaram a presença da matéria anteriormente indetectada fora das galáxias, que forma nuvens amplamente espalhadas. Essas descobertas não só corroboram as hipóteses de que processos altamente energéticos estão causando a expulsão da matéria, mas também sugerem que a energia desses eventos é mais intensa do que se acreditava.

Agora, com a confirmação de que os FRBs podem ser usados para buscar a matéria ausente, a equipe acredita que sua metodologia e resultados continuarão a melhorar, especialmente com a contínua detecção de novos FRBs pelo CHIME.

"Conseguimos fazer isso funcionar pela primeira vez," disse Kiyoshi Masui, coautor do estudo e professor associado de física no MIT. "E vamos torná-lo ainda mais preciso à medida que os dados melhoram."

Escrito por Equipe Portal CTMC