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Mercado Brasileiro de ETFs Triplica em Meio ao Boom de Novos Fundos na América Latina

A crescente demanda por produtos financeiros adaptados e eficientes em custo abre novas oportunidades para investidores na região.

Mercado Brasileiro de ETFs Triplica em Meio ao Boom de Novos Fundos na América Latina

O Crescimento dos ETFs no Brasil

Nos últimos dois anos, o mercado brasileiro de ETFs (fundos negociados em bolsa) passou por um crescimento sem precedentes, com os ativos listados localmente quase triplicando, alcançando aproximadamente R$ 116 bilhões (US$ 22,8 bilhões). Esse avanço se deve principalmente à introdução de novos produtos que atendem à demanda específica dos investidores locais.

Gestoras como BTG Pactual e Itaú Asset Management estão na vanguarda deste movimento, expandindo suas ofertas para fornecer opções eficientes em termos tributários, atraindo particularmente aqueles que buscam se expor ao mercado de dívida de alto rendimento do Brasil. A popularidade dos ETFs se estende além do Brasil, com países como México, Chile e Colômbia registrando um aumento significativo no interesse por esses produtos financeiros.

Um Reflexo da Evolução dos Mercados Financeiros da América Latina

A ascensão dos ETFs representa um marco na evolução dos mercados financeiros da América Latina, onde investidores estão buscando cada vez mais veículos especializados que se alinhem às suas preferências locais. Essa mudança espelha o que foi observado em mercados mais maduros, como o da Coreia do Sul, onde uma oferta diversificada de produtos acompanha uma base de investidores mais sofisticada.

Crescimento Acelerado em 2026

A demanda por ETFs de renda fixa no Brasil já atraiu mais de R$ 27 bilhões em novos recursos apenas neste ano, de acordo com a Anbima, a associação dos mercados de capitais. Isso se deve em grande parte às taxas de administração mais baixas e à sua isenção do sistema tradicional de recolhimento de impostos, um fator que torna esses produtos ainda mais atraentes para os investidores.

As gestoras estão rapidamente se adaptando aos novos requisitos de mercado. Por exemplo, o BTG Pactual viu seu negócio de ETFs exceder R$ 20 bilhões em ativos, enquanto a Investo, apoiada pela VanEck, saltou de R$ 1,7 bilhão para mais de R$ 11 bilhões em um período de menos de dois anos.

O Cenário Regional e a Comparação Global

Enquanto o Brasil está à frente em termos de crescimento, outros países da América Latina também estão avançando. Na Colômbia, as listagens de ETFs aumentaram em 24%, e no Chile, o crescimento foi ainda maior, atingindo 37%. No México, a indústria de ETFs cresceu para US$ 15,3 bilhões (R$ 77,5 bilhões), evidenciando uma crescente adoção por investidores institucionais que buscam diversificação em seus portfólios.

Apesar do progresso, a América Latina ainda está a anos-luz dos mercados mais desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, os ativos sob gestão ultrapassam US$ 15,6 trilhões, enquanto a Europa gera mais de US$ 3 trilhões. O crescimento dos ETFs na região segue uma trajetória ascendente, com expectativas de que a adoção possa acelerar significativamente nos próximos anos.

Perspectivas Futuras

Com a possibilidade de reguladores brasileiros implementarem estratégias de gestão ativa para ETFs até 2027, o mercado deve continuar a se expandir de forma robusta. Isso abre espaço para novos produtos que atendem a um conjunto diversificado de investidores, desde aqueles que procuram segurança até os que visam retornos extratorados em setores em crescimento como a inteligência artificial.

Como disse Cauê Mançanares, sócio-fundador e CEO da Investo: “Parece que finalmente chegou o momento dos ETFs.” A diferença de adesão em comparação com os mercados mais maduros é significativa, mas a velocidade do crescimento no Brasil poderá encurtar essa lacuna. O futuro dos ETFs na América Latina promete ser dinâmico e repleto de oportunidades.

Escrito por Equipe Portal CTMC