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75% dos Advogados Defendem Regulamentação do Uso de IA na Profissão, Diz Estudo

A crescente integração da Inteligência Artificial na advocacia requer novos desafios e regulamentações para assegurar a eficácia e segurança.

75% dos Advogados Defendem Regulamentação do Uso de IA na Profissão, Diz Estudo

O Futuro da Advocacia com Inteligência Artificial

Um recente levantamento realizado pela Associação dos Advogados (AASP) revelou que 75% dos advogados brasileiros estão a favor da regulamentação do uso da Inteligência Artificial (IA) em suas práticas profissionais. A pesquisa, conduzida entre maio e junho, conta com a participação de 1.149 advogados e ilustra o crescente impacto da tecnologia na advocacia.

Os dados apontam que mais de 87% dos entrevistados já utilizam alguma ferramenta de IA. Esses profissionais reconhecem, no entanto, a necessidade de capacitação adequada para sua aplicação eficaz. A IA tem mostrado potencial para aumentar a produtividade, auxiliando em tarefas como pesquisa jurídica, elaboração de peças e análise de jurisprudência. Esta tendência sugere uma evolução no papel do advogado, onde as atividades operacionais podem ser cada vez mais automatizadas.

Desafios e Riscos

Apesar do entusiasmo com as possibilidades que a IA oferece, os advogados expressam preocupações quanto à precisão das informações geradas. Três em cada quatro profissionais afirmam que as respostas produzidas pela IA devem ser sempre revisadas por humanos. A pesquisa destaca que mais da metade dos advogados considera as “alucinações” da IA — produção de informações incorretas — como o maior risco associado ao seu uso.

Além disso, os entrevistados apontaram outros riscos, como o uso sem supervisão (23%), a dependência excessiva da tecnologia (14%) e potenciais violações ao sigilo profissional (7%). Estas preocupações sublinham a necessidade de um quadro regulatório claro que possa guiar o uso ético e responsável da IA na profissão.

Uma Nova Era para a Advocacia

A pesquisa também indicou que a maioria dos advogados enxerga a integração da IA como uma oportunidade de complementaridade, e não de substituição. Isso significa que, enquanto a IA pode desempenhar tarefas operacionais, funções que exigem interpretação e estratégia jurídica continuarão a ser desempenhadas exclusivamente por advogados humanos.

A presidente da AASP, Paula Lima Hyppolito Oliveira, comentou sobre a transformação no campo jurídico: “A tecnologia deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina profissional. O desafio agora é preparar a advocacia para um futuro em que inovação, conhecimento e segurança caminhem juntos.”

Com a evolução contínua das tecnologias de IA, a regulamentação será essencial para garantir que os interesses dos advogados e dos clientes sejam protegidos, ao mesmo tempo que se promove a inovação na prática jurídica. À medida que avançamos, o papel da IA na advocacia parece ser inevitável, e a forma como lidamos com essas mudanças será crucial para o futuro da profissão.

Escrito por Equipe Portal CTMC