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Santander Brasil apresenta queda de 17,6% no lucro do 2º trimestre de 2026

Inadimplência em alta e novo presidente à frente da instituição.

Santander Brasil apresenta queda de 17,6% no lucro do 2º trimestre de 2026

Uma Análise do Desempenho do Santander no 2º Tri de 2026

O Santander Brasil divulgou recentemente o seu desempenho financeiro para o segundo trimestre de 2026, revelando um lucro líquido gerencial de R$ 3 bilhões. Este resultado representa uma queda de 17,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior e 20,4% se comparado aos três primeiros meses de 2026. Essa redução surpreendeu o mercado, uma vez que os analistas esperavam um ganho de R$ 3,723 bilhões.

Novo Comando e Desafios na Inadimplência

Este foi o primeiro resultado sob a gestão de Gilson Finkelsztain, que assumiu a presidência do banco em julho de 2026, vindo de sua posição anterior na B3, a Bolsa de Valores brasileira. Sua missão é crucial: recuperar a rentabilidade do banco em um cenário de crescentes índices de inadimplência.

Dados recentes apontam que a inadimplência cresceu em todos os segmentos, totalizando 3,3%, um aumento quando comparado aos 2,6% registrados anteriormente. Quando segmentamos, a inadimplência entre pessoas físicas subiu para 5,1%, enquanto entre pessoas jurídicas chegou a 1,6%.

Provisão Contra Devedores e Dinâmica do Crédito

O banco observou um aumento na provisão contra devedores duvidosos (PDD), que cresceu 11,5% no ano, alcançando R$ 7,654 bilhões. Isso reflete um ambiente de crédito desafiador, especialmente nas carteiras de agronegócio e clientes com perfis de risco elevado.

Estratégia de Empréstimos e Evolução da Carteira de Crédito

Na estratégia de empréstimos, o Santander emprestou ligeiramente menos para pessoas físicas, mas aumentou o crédito para pessoas jurídicas em segmentos, como financiamento de veículos. A carteira de crédito total do banco fechou o mês de junho de 2026 em R$ 714,77 bilhões, o que representa um crescimento de 5,8% no ano e 1,3% no trimestre.

Apesar das dificuldades, o Santander destaca a manutenção de uma disciplina rigorosa na alocação de capital e gestão de riscos, focando em negócios estratégicos e na rentabilidade.

Margem Financeira e Rentabilidade

A margem financeira do banco totalizou R$ 15,34 bilhões, o que representa uma diminuição de 3% em três meses e de 0,4% no ano. Essa queda é atribuída a um menor spread, uma vez que o banco optou por emprestar menos para clientes de maior risco.

Como resultado, a rentabilidade, medida pelo Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE), ficou em 12,5%, uma redução de 3,4 pontos percentuais em comparação ao primeiro trimestre de 2026.

Conclusão

A performance do Santander no segundo trimestre de 2026 revela não apenas desafios, mas uma oportunidade para o novo presidente implementar estratégias robustas que possam reverter essa tendência de queda. A análise contínua da inadimplência e a adaptação às novas dinâmicas do mercado serão cruciais para o futuro do banco.

Escrito por Equipe Portal CTMC