Justiça obriga o INSS a atender entregadores acidentados
Decisão garante proteção previdenciária aos profissionais da entrega no Brasil

Uma Decisão Judicial Impactante
Uma decisão recente e polêmica da Justiça determinou que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve atender os entregadores do iFood que se acidentam durante o trabalho. Essa decisão foi proferida em caráter liminar por uma juíza da Vara do Trabalho de Salvador e, surpreendentemente, abrange todo o território nacional, a partir de uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Trabalho.
Contexto e Importância
No Brasil, em 2025, havia cerca de 500 mil entregadores ativos na plataforma do iFood. A nova determinação do INSS, além de proteger esses profissionais, implica que o órgão não poderá mais negar automaticamente benefícios, mas sim realizará uma investigação minuciosa para cada caso, considerando aspectos como cadastro, rotas, pagamentos, e mais.

Desafios Enfrentados pelos Entregadores
É inegável que os entregadores do iFood enfrentam condições de trabalho precarizadas, o que afeta tanto sua situação trabalhista quanto previdenciária. Em resposta a essa exploração, a empresa afirmou em nota que já disponibiliza medidas de proteção a seus entregadores, como seguros em caso de acidentes e apoio psicológico.
Impactos da Decisão e o Papel do INSS
De acordo com a decisão, a ausência de recolhimentos por parte dos entregadores não deve resultar em indeferimento automático do benefício. Isso se aplica mesmo a aqueles que nunca contribuíram para a previdência. A Justiça determinou que o INSS não pode se recusar a analisar cada caso individualmente, o que gera um cenário idealista, mas, por outro lado, complica a realidade já desafiadora do sistema previdenciário brasileiro, que atualmente lida com um déficit de cerca de 20 mil servidores e 3 milhões de segurados em fila de espera.
O Papel da Fiscalização
O INSS deveria se concentrar em fiscalizar as empresas que não estão cumprindo com suas obrigações de recolhimento previdenciário, ao invés de se concentrar sob uma perspectiva restrita que visa atender especificamente uma categoria. A decisão pode gerar uma asimetria jurídica, levando a uma situação em que alguns profissionais recebam mais atenção e apoio do que outros dentro do mesmo sistema.
Considerações Finais
Em um cenário cada vez mais complexo, o Judiciário brasileiro enfrenta o desafio de resolver questões que, em muitos casos, deveriam ser abordadas por políticas públicas. Se por um lado decisões judiciais são essenciais para corrigir injustiças e garantir direitos, não devem substituir a necessidade de reformas estruturais que atendam a toda a população de forma equitativa.
