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Perícia Afasta Suspeita de Vazamento de Dados Biométricos Envolvendo Serasa e Unico

Investigação revela que não houve manipulação das informações, mas divergências de acessos na plataforma.

Perícia Afasta Suspeita de Vazamento de Dados Biométricos Envolvendo Serasa e Unico

Entenda o Caso

Uma recente perícia judicial questionou a denúncia de um suposto vazamento de dados biométricos por parte da Unico envolvendo a Serasa Experian. Documentos obtidos pela Folha revelaram que a acusação, baseada em alegações de desvio de dados biométricos, carece de fundamentos substanciais.

Os Detalhes da Perícia

Conforme o laudo pericial, não existia um banco paralelo de dados biométricos, mas sim uma divergência sobre as "rotas" digitais de acesso aos servidores. A investigação teve início após a Unico alegar que a Skill Tecnologia, responsável por conectar clientes à aplicação de identidade digital, utilizou um canal exclusivo do Banco do Brasil para realizar validações de clientes não autorizados.

A Acusação da Unico

A denúncia da Unico levantou preocupações sobre possíveis irregularidades na manipulação de dados sensíveis, particularmente no que se refere a validações biométricas. As alegações sustentavam que milhões de selfies tiradas por brasileiros durante processos de abertura de conta ou solicitação de crédito poderiam ter sido mal manejadas.

Respostas da Serasa e Skill

Em resposta, a Serasa Experian refutou categoricamente as acusões, classificando-as como infundadas e irresponsáveis. A Skill, por sua vez, esclareceu que a alta volume de transações apontadas pela acusação refere-se a reprocessamentos legítimos registrados nos logs do sistema e que o aumento de tráfego no canal do Banco do Brasil se deve a um reprocessamento autorizado, não a um desvio.

Aspectos Legais e Futuro da Investigação

O perito responsável pela análise dos dados revelou que não localizou nenhum dado biométrico da Unico nos sistemas da Skill. Além disso, destacou que, segundo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as imagens faciais pertencem aos titulares, e qualquer tratamento deve ser feito com o consentimento adequado. O inquérito policial continua em andamento, assim como a ação cível entre as empresas, em uma disputa que permeia a ética e a responsabilidade no uso de dados pessoais no ambiente digital.

Implicações Finais

Esse caso não apenas ilumina as práticas de manipulação de dados digitais no cenário contemporâneo, mas também reforça a importância de um marco legal claro, que proteja os direitos dos cidadãos em relação aos seus dados pessoais. À medida que a tecnologia avança, a regulamentação se torna vital para garantir a transparência e a responsabilidade das empresas.

Escrito por Equipe Portal CTMC